Qual o enredo da Mangueira para 2026? Escola encerra o desfile de domingo (15)

Mangueira celebra a Amazônia na Sapucaí por meio do legado de um mestre

Mangueira colorindo o Sambódromo da Marquês de Sapucaí em 2025

A Estação Primeira de Mangueira promete encerrar a primeira noite de desfiles com um ritual de cura e ancestralidade. Com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”, a Verde e Rosa cruza o país para levar a força do Amapá e os segredos da floresta para o coração do Rio de Janeiro.

O homenageado da vez é Raimundo dos Santos Souza, o lendário Mestre Sacaca. Figura icônica da região Norte, ele personifica a poderosa mistura da medicina da floresta e a herança espiritual dos povos negros.

O xamã negro do Amapá

Mestre Sacaca é considerado um símbolo da resistência cultural. O enredo mergulha no Encanto Tucuju, como chamam o orgulho de quem nasce às margens do Rio Amazonas no Amapá, para mostrar como o conhecimento das ervas e dos rituais de cura formam uma barreira de proteção para a vida.

O desfile promete falar do papel do xamã como ponte entre a natureza e a saúde, utilizando os saberes tradicionais para curar o corpo e a alma, além de trazer a tese de que a floresta só permanece de pé se respeitarmos aqueles que detêm o conhecimento milenar de suas raízes.

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Um abraço à “Amazônia Negra”

A escola propõe um olhar antropológico e social. Ao exaltar a Amazônia Negra, a Mangueira destaca o protagonismo das populações tradicionais na manutenção do equilíbrio do planeta.

Como última escola a desfilar na primeira noite, a Mangueira pretende transformar o sambódromo em um grande terreiro de cura, tingindo a floresta de verde e rosa sob a benção do Marabaixo e o axé de Mestre Sacaca.

Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

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