A Estação Primeira de Mangueira promete encerrar a primeira noite de desfiles com um ritual de cura e ancestralidade. Com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra”, a Verde e Rosa cruza o país para levar a força do Amapá e os segredos da floresta para o coração do Rio de Janeiro.
O homenageado da vez é Raimundo dos Santos Souza, o lendário Mestre Sacaca. Figura icônica da região Norte, ele personifica a poderosa mistura da medicina da floresta e a herança espiritual dos povos negros.
O xamã negro do Amapá
Mestre Sacaca é considerado um símbolo da resistência cultural. O enredo mergulha no Encanto Tucuju, como chamam o orgulho de quem nasce às margens do Rio Amazonas no Amapá, para mostrar como o conhecimento das ervas e dos rituais de cura formam uma barreira de proteção para a vida.
O desfile promete falar do papel do xamã como ponte entre a natureza e a saúde, utilizando os saberes tradicionais para curar o corpo e a alma, além de trazer a tese de que a floresta só permanece de pé se respeitarmos aqueles que detêm o conhecimento milenar de suas raízes.
Um abraço à “Amazônia Negra”
A escola propõe um olhar antropológico e social. Ao exaltar a Amazônia Negra, a Mangueira destaca o protagonismo das populações tradicionais na manutenção do equilíbrio do planeta.
Como última escola a desfilar na primeira noite, a Mangueira pretende transformar o sambódromo em um grande terreiro de cura, tingindo a floresta de verde e rosa sob a benção do Marabaixo e o axé de Mestre Sacaca.