Casos de importunação sexual aumentaram em Minas Gerais, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (19) pelas forças de segurança. O levantamento do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) considera o período entre 0h de sábado (14) e 23h59 de terça-feira (17).
No estado, houve alta de 33,3%, com os registros passando de 42 para 56 casos durante o Carnaval. Em contrapartida, Belo Horizonte registrou queda de 25%, com redução de 12 ocorrências em 2025 para nove em 2026.
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De acordo com a Sejusp, o aumento dos registros estaria relacionado à maior conscientização das vítimas e à ampliação dos canais de denúncia.
Entre as ações adotadas esteve a criação da Cabine Rosa, pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), um canal especializado no atendimento de mulheres vítimas de importunação sexual, assédio e crimes semelhantes durante a folia.
Na estreia do projeto, foram realizados 145 atendimentos, que resultaram na prisão de 29 pessoas pelo crime de importunação sexual.
Casos graves diminuíram
Em Minas Gerais, os casos de estupro de vulnerável caíram 41,7%, passando de 48 registros em 2025 para 28 em 2026.
Os feminicídios também diminuíram, com queda de 25%, de quatro para três casos. Já os registros de estupro tiveram redução de 19%, passando de 21 para 17 ocorrências no estado.
Em Belo Horizonte, não foi registrado nenhum caso de estupro de vulnerável nem de feminicídio durante a folia.
No mesmo período do ano passado, a capital havia registrado sete casos de estupro de vulnerável e um feminicídio. Os registros de estupro na capital se mantiveram estáveis, com três ocorrências, o mesmo número de 2025.