Com cerca de 12 mil ambulantes credenciados, o Carnaval de Belo Horizonte se transformou sinônimo de oportunidade para milhares de trabalhadores que buscam a folia para trazer uma renda extra às suas famílias. A Itatiaia foi às ruas nesta segunda-feira (16) para ouvir dos trabalhadores como eles se preparam para a festa e suas
Os irmãos Célio e Celso Fonseca saíram de Ibirité, na Região Metropolitana de BH, para venderem leques, um adereço que se tornou indispensável para enfrentar o calor da folia, além de arcos e ‘chifres’ no bloco Baianas Ozadas, no Centro-Sul da capital. Segundo eles, o objetivo é terminar o período de carnaval com um lucro de até R$ 1.500, com a expectativa de zerar os estoques até o fim desta segunda.
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Com uma promoção de um por R$ 30 e dois por R$ 50, os trabalhadores destacam que na terça-feira, último dia da festa, a procura já é mínima. “Graças a Deus nós vendemos para todos os públicos. Agora já estamos no final. Esse material deve ser vendido até na segunda-feira, e na terça já é ‘roia’. Nós começamos no início do carnaval e conseguimos boas vendas. Agora é pra fechar”, contou Célio.
O ambulante Pablo Costa, do Jardim Leblon, em Venda Nova, foi até a região do hipercentro enfrentar a concorrência no ramo das bebidas. Acompanhado da esposa, filha e cunhada, o trabalhador acordou 5 horas para se preparar. “A rotina é um pouco cansativa, mas prazerosa. A gente tem o prazer de estar compartilhando com o povo de Belo Horizonte”, disse.
O trabalhador explicou que as bebidas ficam gelando previamente e são colocadas no carrinho apenas na manhã do outro dia. Segundo ele, o carro-chefe das
Agora, Costa espera tirar um lucro líquido, tirando os gastos, cerca de R$ 2 mil para ajudar nas despesas da casa. “Essa grana vai ajudar na minha obra que estou mexendo lá em casa, então vai ser importante. A família está sempre em primeiro lugar”, ressaltou o ambulante.
O trabalho em números
Em 2026, o número de
Para comercialização das bebidas e adereços durante o período de Carnaval, é necessário que o vendedor respeite as normas descritas no edital, entre elas:
- Proibição da venda de bebidas para menores de 18 anos;
- Vedação de comercialização de alimentos, bebidas fracionada e em recipientes de vidro;
- Permanência na dispersão após o término dos desfiles dos blocos de rua;
- Proibição de venda e comercialização em eventos privados, ainda que em espaços públicos.
Uma pesquisa realizada pela Belotur, por meio do Observatório do Turismo, traçou o perfil dos ambulantes interessados em atuar no Carnaval de Belo Horizonte em 2026. O levantamento, feito entre os dias 12 e 19 de janeiro, contou com a participação de mais de 3.300 profissionais.
Segundo os dados obtidos, as mulheres são maioria entre os ambulantes. No entanto, a diferença é pouca. Enquanto elas representam 50,7% dos ambulantes, os homens correspondem a 48,9%.