‘Turma do Scooby-Doo’ prende trio que furtava celulares no Carnaval de SP

Uso de fantasias pelos agentes de São Paulo viralizou nas redes sociais desde o último Carnaval

Estratégia das fantasias surgiu da necessidade de intensificar o combate a furtos e roubos nas grandes aglomerações

Policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo encontraram um jeito criativo de prender criminosos durante o carnaval na capital paulista. Nesse sábado (14), os agentes se fantasiaram de personagens do desenho “Scooby-Doo” para atuarem na segurança da folia.

Após se misturarem com a multidão, os policiais conseguiram identificar o modus operandi de um grupo formado por duas mulheres e um homem na região da República, no Centro de São Paulo. Na abordagem, foram localizados oito aparelhos celulares, de diferentes marcas, dentro de uma bolsa tipo pochete utilizada por uma das suspeitas.

Os aparelhos passarão por perícia antes de serem restituídos às vítimas. Em nota, a Polícia Civil de São Paulo ressaltou a importância das pessoas registrarem o boletim de ocorrência, em delegacia física ou digital, informando sempre que possível o número de IMEI do aparelho subtraído.

Após a prisão, o trio de criminosos foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de Bom Retiro. “Além da região da República, equipes disfarçadas também atuaram no entorno do Ibirapuera, zona sul, realizando abordagens preventivas com o objetivo de garantir a segurança durante os eventos”, disse a Polícia.

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O uso de fantasias pelos agentes de São Paulo viralizou nas redes sociais desde o último carnaval. Segundo a delegada Sandra Buzati, do DHPP, a estratégia surgiu da necessidade de intensificar o combate a furtos e roubos nas grandes aglomerações do carnaval. “A adoção de policiais disfarçados com fantasias facilita a infiltração nos blocos, permitindo atuação preventiva e repressiva”, disse.

A delegada explica que as fantasias são escolhidas de forma planejada, priorizando personagens que se integram naturalmente ao perfil dos eventos e observando critérios operacionais como conforto e segurança.

“As equipes, formadas em média por seis a oito policiais, atuam em locais definidos com base em análise de inteligência, que considera histórico de ocorrências, fluxo de foliões e registros anteriores de furtos”, explicou.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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