PM morre atropelado por grupo de motociclistas na Zona Norte de SP

Motociclistas desobedeceram ordem de parada e atropelaram o soldado da PM

Soldado da PM morreu após ser atropelado por motociclistas

O soldado da Polícia Militar (PM), Lucas Lopes Bernardo, morreu após ser atropelado por um grupo de motociclistas na Avenida Inajar de Souza, no Jardim Peri, Zona Norte de São Paulo, na madrugada deste domingo (4).

No momento, Lucas sinalizou para que os condutores, que vinham de um baile funk, diminuíssem a velocidade, mas eles desobedeceram a ordem e seguiram caminho.

O soldado então, caminhou na direção das motocicletas, se desequilibrou e acabou caindo no chão. Logo depois, pelo menos dois veículos passaram por cima dele e fugiram sem prestar socorro.

Lucas chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o médico que o atendeu, ele sofreu “provável fratura de base de crânio”.

O caso foi registrado como homicídio no 72º Distrito Policial, da Vila Penteado, e os autores do crime ainda não foram identificados.

Mortes de PMs em São Paulo

O Estado de São Paulo registrou, entre janeiro e outubro de 2025, o segundo maior número de mortes provocadas por policiais militares em serviço ou de folga dos últimos cinco anos. Ao todo, foram 628 ocorrências em dez meses, segundo dados reunidos pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

O número fica abaixo apenas do registrado no mesmo período de 2024, quando houve 645 mortes, ano marcado pela alta letalidade da Operação Verão, realizada na Baixada Santista. Considerada uma espécie de reedição da Operação Escudo, que deixou ao menos 28 mortos no fim de 2023, a ação resultou em 56 mortes apenas no início do ano passado, tornando-se uma das incursões policiais mais letais da história do Estado.

Ao menos dez policiais envolvidos nas duas operações foram denunciados pelo Ministério Público por indícios de abuso.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que todas as ocorrências com morte são rigorosamente investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A pasta informou ainda que, desde 2023, mais de 1,2 mil agentes foram presos, demitidos ou expulsos por desvios de conduta.

*Com CNN Brasil.

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