A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) interceptou um ataque terrorista que estava programado para acontecer nesta segunda-feira (2). O grupo criminoso planejou uma ação com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov na porta da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da capital fluminense.
A operação prendeu três pessoas e cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados que estariam por trás do planejamento do ataque. Segundo as investigações, os atentados estariam sendo articulados através de grupos de mensagens e páginas em redes sociais.
Além do ataque no Rio de Janeiro, o grupo arquitetava diversas outras ações similares em diferentes estados do Brasil. Os atentados estavam marcados para acontecer às 14h desta segunda-feira (2).
Por trás das ações de violência e terrorismo, está o grupo autodenominado “Geração Z”. A organização criminosa estimula e planeja, pelas redes sociais, uma série de ataques a estruturas de comunicação, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha intenções “antidemocráticas” e havia escolhido a Alerj por se tratar de um local “sensível no cenário político fluminense”. Apesar disso, de acordo com as investigações, a organização se define como “apartidária e anticorrupção”. Os envolvidos tinham o objetivo de “provocar pânico, desordem e caos social”.
O caso ainda está sendo investigado e os alvos dos mandados podem responder por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.