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Polícia diz que evitou ataque terrorista no Rio; criminosos pretendiam agir em outros estados

Ação programada pelos suspeitos aconteceria em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj); ataques foram articulados pelas redes sociais

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Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) estava cotada como palco para atentado terrorista no Rio
Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) estava cotada como palco para atentado terrorista no Rio • Reprodução | Comunicação/Alerj

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) interceptou um ataque terrorista que estava programado para acontecer nesta segunda-feira (2). O grupo criminoso planejou uma ação com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov na porta da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da capital fluminense.

A operação prendeu três pessoas e cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados que estariam por trás do planejamento do ataque. Segundo as investigações, os atentados estariam sendo articulados através de grupos de mensagens e páginas em redes sociais.

Além do ataque no Rio de Janeiro, o grupo arquitetava diversas outras ações similares em diferentes estados do Brasil. Os atentados estavam marcados para acontecer às 14h desta segunda-feira (2).

Por trás das ações de violência e terrorismo, está o grupo autodenominado “Geração Z”. A organização criminosa estimula e planeja, pelas redes sociais, uma série de ataques a estruturas de comunicação, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos.

Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha intenções "antidemocráticas" e havia escolhido a Alerj por se tratar de um local "sensível no cenário político fluminense". Apesar disso, de acordo com as investigações, a organização se define como "apartidária e anticorrupção". Os envolvidos tinham o objetivo de "provocar pânico, desordem e caos social".

O caso ainda está sendo investigado e os alvos dos mandados podem responder por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.