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Julgamento do caso Henry Borel é suspenso e será retomado nesta terça-feira (26)

Previsão é de que o júri tenha duração entre sete e dez dias, conforme o promotor do caso

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Julgamento será retomado nesta terça-feira (26) • Reprodução / Redes Sociais

O julgamento do caso Henry Borel, menino de 4 anos morto em março de 2021, foi suspenso na tarde desta segunda-feira (25) e será retomado nesta terça-feira (26), às 9h, no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sessão foi presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro e encerrada por volta das 17h sem o depoimento das testemunhas de acusação e dos peritos técnicos previstos para o dia.

Na retomada do julgamento, devem ser ouvidos o delegado Henrique Damasceno, a delegada Ana Carolina Medeiros e o perito criminal Luiz Carlos Prestes. Segundo o promotor Fábio Vieira, a previsão é de que o júri tenha duração entre sete e dez dias. Logo no início da sessão, o ex-vereador Dr. Jairinho alegou que não teria condições de ser julgado devido ao estado de saúde de seu advogado principal, Fabiano Lopes, que sofreu um infarto recentemente. A defesa pediu o adiamento do júri sob a justificativa de falta de tempo para alinhar estratégias com os demais advogados.

O Ministério Público reagiu ao pedido e classificou a atitude como uma tentativa de evitar o julgamento. O promotor argumentou que a equipe de defesa acompanha o processo há anos. Durante a discussão sobre um possível adiamento, o MP solicitou a transferência de Dr. Jairinho de Bangu 8 para Bangu 1, unidade destinada a presos considerados de alta periculosidade.

Após tomar conhecimento da manifestação do Ministério Público, Jairinho desistiu da decisão de destituir sua equipe de defesa. Ao fim da sessão, o advogado Rodrigo Faucz afirmou que não houve tentativa de protelar o julgamento. Segundo ele, a defesa apenas precisou se reorganizar diante da situação de saúde do advogado principal.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Ambos são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

De acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), Henry sofreu 23 lesões e morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por ação contundente, o que descartou a hipótese inicial de acidente doméstico apresentada pelos réus.

As investigações da Polícia Civil apontaram que a criança era submetida a uma rotina de agressões e torturas atribuídas a Dr. Jairinho. O inquérito também concluiu que Monique Medeiros tinha conhecimento das violências contra o filho e teria sido alertada pela babá da criança cerca de um mês antes da morte.

* Com informações de CNN Brasil

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