Warlley Silva de Paula, de 29 anos, foi
Warlley, que é morador em situação de rua, tentou assaltar uma mulher de 42 anos que voltava de viagem nesta madrugada. Mas, antes disso, ele pediu dinheiro a ela e outros passageiros que desembarcaram no mesmo local.
Em entrevista à Itatiaia, a vítima relatou que, em certo momento, ela ficou sozinha esperando um carro de aplicativo e Warlley se aproximou. Ele, então, tentou pegar o celular dela. Os dois entraram em luta corporal pelo objeto, e a vítima gritou por ajuda.
Depois de um tempo, dois homens, que também estariam em situação de rua, chegaram e tentaram defender a mulher. Warlley soltou a vítima, mas havia pegado a bolsa dela e saiu correndo.
Os homens correram atrás de Warlley, pegaram a bolsa e o agrediram. Depois disso, ele saiu correndo, e a PM chegou.
A PM chegou a abordar os homens que defenderam a mulher, mas logo liberaram a dupla e foram atrás de Warlley. Ele foi preso posteriormente, sem a tornozeleira eletrônica, uma das condicionantes determinadas pela Justiça ao conceder liberdade a ele no domingo (4).
Homem jogado no Arrudas
Na audiência de custódia que resultou na liberdade do criminoso, o defensor público que o representou alegou que Warlley é inimputável por sofrer de transtornos mentais. Diego Gómez Lourenço, juiz da Secretaria de Audiências de Custódia da comarca de Belo Horizonte, acatou os argumentos da defesa.
“Em que pese a gravidade concreta do delito, os elementos colhidos indicam que o custodiado possui transtorno mental ou deficiência psicossocial severa, inclusive fato notório em audiência de custódia”, considerou o magistrado.
O juiz considerou que outras medidas cautelares eram “suficientes, adequadas e proporcionais” ao caso. Entre as determinações impostas estão:
- monitoração eletrônica;
- encaminhamento imediato à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS);
- proibição de se aproximar e manter contato com familiares da vítima ou testemunhas do fato;
- proibição de se ausentar da comarca de Belo Horizonte por prazo superior a 30 dias, sem prévia autorização judicial;
- compromisso de manter seu endereço atualizado e dever de comparecimento a todos os atos do inquérito e da ação penal que vier a ser instaurada.
Contumaz
Conforme informações da Justiça, antes de jogar o homem no Arrudas, Warley estava em cumprimento de medida de segurança pelos crimes de roubo, além de responder furtos e resistência. Nos últimos cinco anos, ele foi beneficiado com a concessão de liberdade provisória quatro vezes.
A primeira em junho de 2020, depois em 2021 e a terceira em dezembro de 2025. Menos de um mês depois, teve mais uma concessão da liberdade provisória mesmo tendo jogado uma pessoa no Ribeirão Arrudas.