O criminoso
Warlley não estava com a tornozeleira eletrônica, uma das condicionantes determinadas pela Justiça ao conceder a liberdade dele, no último domingo (4).
Warlley foi flagrado por câmeras de segurança jogando Maurício Santos da Silva, de 50 anos, no Ribeirão Arrudas, na última sexta-feira (2). A vítima ainda não foi localizada. Os dois viviam em situação de rua.
Na audiência de custódia que resultou na liberdade do criminoso, o defensor público que o representou alegou que Warlley é inimputável por sofrer de transtornos mentais. Diego Gómez Lourenço, juiz da Secretaria de Audiências de Custódia da comarca de Belo Horizonte, acatou os argumentos da defesa.
“Em que pese a gravidade concreta do delito, os elementos colhidos indicam que o custodiado possui transtorno mental ou deficiência psicossocial severa, inclusive fato notório em audiência de custódia”, considerou o magistrado.
O juiz considerou que outras medidas cautelares eram “suficientes, adequadas e proporcionais” ao caso. Entre as determinações impostas estão monitoração eletrônica; encaminhamento imediato à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS);
proibição de se aproximar e manter contato com familiares da vítima ou testemunhas do fato;
proibição de se ausentar da comarca de Belo Horizonte por prazo superior a 30 dias, sem prévia autorização judicial;
compromisso de manter seu endereço atualizado e dever de comparecimento a todos os atos do inquérito e da ação penal que vier a ser instaurada.
Contumaz
Conforme informações da Justiça, antes de jogar o homem no Arrudas, Warley estava em cumprimento de medida de segurança pelos crimes de roubo, além de responder furtos e resistência. Nos últimos cinco anos, ele foi beneficiado com a concessão de liberdade provisória quatro vezes.
A primeira em junho de 2020, depois em 2021 e a terceira em dezembro de 2025. Menos de um mês depois, teve mais uma concessão da liberdade provisória mesmo tendo jogado uma pessoa no Ribeirão Arrudas.