A irmã de uma das
“Ele não fala. Então, se chamarem lá, ele não vai responder, porque realmente não fala. Ele tem esse problema. Eu estou procurando por ele”, lamentou Suelli Freitas.
Segundo ela, que mora em Taquaraçu de Minas, uma vizinha ligou por volta de 2h da manhã para avisar sobre o que havia acontecido.
“Aí eu vim para cá por causa do meu irmão. Ele tem 72 anos e mora aqui há cerca de oito anos. Não tinha relato de problema nenhum com a estrutura. Era tranquilo, muito bom, bem feito, bem estruturado. Mas tem coisa que é destino mesmo, né? Quando tem que acontecer na vida.”
Os militares também informaram, durante coletiva de imprensa, que ao todo eram 29 pessoas no local. Delas, 9 conseguiram se salvar com vida. Segundo o
Imagens mostram estado do lar de idosos que desabou nesta quinta-feira (5) em Belo Horizonte
De acordo com o tenente, o resgate exige rapidez, mas também muita cautela, já que é necessário evitar novos deslizamentos da estrutura.
“A luta contra o tempo é trabalhar com agilidade, com cautela. Sabemos que esses bolsões de ar que podem se formar em uma ocorrência como essa são vitais. Chegar até essas vítimas quanto antes é o nosso propósito aqui”, afirmou Barcellos.
Os chamados bolsões de ar podem se formar entre os escombros e permitir que vítimas sobrevivam por mais tempo enquanto aguardam resgate.
Estrutura do prédio
Conforme as informações levantadas pelas equipes de resgate, o
O segundo andar era utilizado como residência, enquanto no terceiro pavimento funcionava uma academia. Os bombeiros também trabalham para identificar quem ainda pode estar sob os escombros. Segundo o tenente, as equipes fazem um levantamento do perfil das vítimas e dos locais onde elas estavam no momento do desabamento.
Lar de idosos Pró-Vida, no bairro Jardim Vitória, Região Nordeste de Belo Horizonte.
“Nosso trabalho agora é localizar as pessoas que ainda não foram retiradas, identificar quem estava morando, trabalhando ou hospedado no local e qual a maior probabilidade de onde essas vítimas possam estar”, disse.
Prédio estava regular
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o imóvel estava regularizado junto ao município. Segundo a Secretaria Municipal de Política Urbana, o local possuía alvará de localização e funcionamento para a atividade de lar de longa permanência de idosos, com validade até 2030.
Já a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o estabelecimento também tinha alvará sanitário válido e regular. De acordo com a pasta, a última vistoria da Vigilância Sanitária foi realizada em janeiro de 2026.