O Corpo de Bombeiros mobilizou cães de busca,
Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Henrique Barcellos, os militares utilizam ferramentas especializadas para tentar identificar sinais de vida e acessar possíveis bolsões onde vítimas possam estar presas.
“Temos equipamentos especializados, detectores de vida, cães de busca e ferramentas de corte de estruturas. Estamos lidando com concreto e alvenaria, então é preciso fazer cortes para conseguir chegar até essas vítimas, preservando ao máximo as condições delas”, explicou.
De acordo com o tenente, o resgate exige rapidez, mas também muita cautela, já que é necessário evitar novos deslizamentos da estrutura.
“A luta contra o tempo é trabalhar com agilidade, com cautela. Sabemos que esses bolsões de ar que podem se formar em uma ocorrência como essa são vitais. Chegar até essas vítimas quanto antes é o nosso propósito aqui”, afirmou Barcellos.
Os chamados bolsões de ar podem se formar entre os escombros e permitir que vítimas sobrevivam por mais tempo enquanto aguardam resgate.
Várias equipes do Corpo de Bombeiros trabalham no resgate das vítimas
Estrutura do prédio
Conforme as informações levantadas pelas equipes de resgate, o prédio tinha quatro pavimentos. No subsolo, funcionava uma garagem com uma clínica de bronzeamento. No primeiro pavimento, estava instalado o asilo, que abrigava cerca de 23 moradores distribuídos em seis quartos.
O segundo andar era utilizado como residência, enquanto no terceiro pavimento funcionava uma academia. Os bombeiros também trabalham para identificar quem ainda pode estar sob os escombros. Segundo o tenente, as equipes fazem um levantamento do perfil das vítimas e dos locais onde elas estavam no momento do desabamento.
“Nosso trabalho agora é localizar as pessoas que ainda não foram retiradas, identificar quem estava morando, trabalhando ou hospedado no local e qual a maior probabilidade de onde essas vítimas possam estar”, disse.
Lar de idosos Pró-Vida, no bairro Jardim Vitória, Região Nordeste de Belo Horizonte.
Prédio estava regular
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o imóvel estava regularizado junto ao município. Segundo a Secretaria Municipal de Política Urbana, o local possuía alvará de localização e funcionamento para a atividade de lar de longa permanência de idosos, com validade até 2030.
Já a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o estabelecimento também tinha alvará sanitário válido e regular. De acordo com a pasta, a última vistoria da Vigilância Sanitária foi realizada em janeiro de 2026.