O engenheiro brasileiro Miller Mizerani da Cunha Belo Pacheco, de 32 anos, foi
Após a condenação, a Itatiaia conversou com Marcela Fonseca, prima da vítima, que vivia com ela na Irlanda, testemunhou os acontecimentos após o feminicídio e
Marcela afirmou que a sensação é de alívio após Miller ser condenado à prisão perpétua.
A prima conta que Miller se passou por “coitadinho” no tribunal. “O julgamento foi todo ele sendo se fazendo de vítima”, afirmou. Segundo Marcela, o condenado balançava a cabeça e discordava dos depoimentos de todas as testemunhas.
Prima narra o dia do crime
Marcela Fonseca acompanhou o julgamento do autor do crime e prestou depoimento como testemunha. Em entrevista à Itatiaia, ela afirmou que relatou no tribunal “basicamente o que a gente viveu naquela noite de Ano Novo”.
Marcela e Bruna faziam parte de um grupo de quatro amigas que moravam em Cork. As primas e Juliana trabalhavam em um hospital e marcaram de sair na tarde de 31 de dezembro para passear, pois não passariam o Réveillon juntas. Bruna planejava ir a uma festa com Maria.
Após deixarem o trabalho, Marcela e Juliana aguardavam Bruna. No entanto, a mulher “não chegava de jeito nenhum”. Depois, o grupo descobriu que ela estava na casa do ex-namorado, Miller Pacheco.
Em contato com a prima e a amiga, Bruna relatou que estava tentando comprar passagem para Miller retornar ao Brasil. “Ele falava que só voltaria depois de ‘foder’ com a vida da Bruna”, revelou Marcela.
À tarde, Miller cortou Bruna com uma faca. Ela disse para as amigas que o corte foi acidental e que o ex-namorado estava tentando tirar a própria vida.
O grupo foi a casa de Miller e buscou a mineira. Depois, Bruna e Maria foram para a festa de Ano Novo.
Mineira Bruna Fonseca se mudou para a Irlanda para estudar e buscar melhores condições de vida
Miller matou Bruna asfixiada durante a madrugada
Marcela não saiu de casa no Réveillon e foi dormir. Durante a madrugada, recebeu uma ligação de Bruna, que estava na casa do ex-namorado e relatou que ele passava por uma crise de ansiedade.
Bruna disse que levaria Miller ao hospital. Marcela a aconselhou a não fazer isso e sugeriu que a prima voltasse para casa. Ela respondeu que não poderia deixar ele sozinho.
Marcela, então, se prontificou a cuidar dele para liberar Bruna. “6h a gente troca”, respondeu Bruna. “Aí mandei uma mensagem para ela: ‘E aí?’ Nunca tive resposta dessa mensagem”, revelou Marcela em entrevista à Itatiaia.
Durante a madrugada, um amigo do assassino ligou para Marcela e disse: “Vai agora para a casa do Miller que ele acabou de matar a Bruna”. Miller havia ligado para o amigo e mostrado
Marcela chamou Juliana e, juntas, foram a casa de Miller. Ao chegarem lá, encontraram o homem tentando fugir e chamaram a polícia. À prima, ele confessou que enforcou Bruna. Os policiais chegaram e o prenderam em flagrante.
Família e amigas de mineira morta pelo ex na Irlanda comemoram após condenação pic.twitter.com/wE8VjMo3AN
— Itatiaia (@itatiaia) January 23, 2026
Recado sobre feminicídio
Após o assassino de sua prima ser condenado a prisão perpétua, Marcela mandou um recado sobre casos de feminicídio.
Relembre o caso
A vítima era bibliotecária formada e estava há quase quatro meses no país para um intercâmbio quando foi morta. Ela era de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Miller Pacheco e Bruna Fonseca namoraram por anos, mas se separaram em dezembro de 2021.
O casal reatou a relação pouco antes da mulher se mudar para Irlanda, em setembro de 2022. Em novembro, o homem também se viajou ao país europeu. No entanto, eles se separaram poucos dias depois.
Miller não aceitou o fim do relacionamento e ameaçava tirar a própria vida para persuadir Bruna a reatar o namoro.
Horas antes do feminicídio, Bruna estava com outro homem em uma festa de Réveillon. O autor do crime a seguiu para a observar no local.
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Após a celebração, Miller atraiu Bruna para o seu apartamento e disse para eles fazerem uma chamada de vídeo com familiares e verem um cachorro que cuidavam juntos.
A polícia foi chamada ao local por volta das 6h30. Vizinhos relataram gritos vindos do apartamento. Bruna foi encontrada pelos agentes de segurança em cima da cama e, mesmo com os esforços para reanimá-la, morreu antes da chegada dos paramédicos.