A justiça da Irlanda
O crime ocorreu durante a virada do ano de 2023, no dia 1° de janeiro, e o homem se declarou inocente à época dos fatos. Ele disse que agiu para impedir que a vítima o agredisse e alegou tê-la asfixiado acidentalmente. No entanto, exames identificaram mais de 65 hematomas externos e internos no corpo da mulher, de acordo com o testemunho de uma assistente de patologista forense.
Mais de 30 pessoas prestaram depoimento durante os nove dias de julgamento no Tribunal de Cork. O júri, composto por cinco homens e sete mulheres, demorou pouco mais de uma hora para considerar Miller Pacheco culpado.
Relembre o caso
A vítima era bibliotecária formada pelo Centro Universitário de Formiga, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, e estava há quase quatro meses no país para um intercâmbio, quando foi morta. Miller Pacheco e Bruna Fonseca namoraram por anos, mas se separaram em dezembro de 2021.
Em setembro de 2022, pouco antes de Bruna ir à Irlanda, reataram, e o homem também foi ao país europeu, entretanto, em novembro do mesmo ano houve mais um término. Miller não aceitou o fim do relacionamento e ameaçou tirar a própria vida para persuadir Bruna a reiniciar o namoro.
Horas antes do feminicídio, Bruna estava com outro homem em uma festa de Réveillon. O criminoso a seguiu para a observar no local. Após a celebração, Miller atraiu Bruna para o apartamento dele e pediu que fizessem uma chamada de vídeo para que familiares vissem o cachorro que eles cuidavam juntos.
A polícia foi chamada ao local por volta das 6h30. Vizinhos relataram gritos vindos do apartamento. Bruna foi encontrada pelos agentes de segurança em cima da cama e, mesmo com os esforços para reanimá-la, morreu antes da chegada dos paramédicos.
(Sob supervisão de Alex Araújo)