Pai de menina autista que desapareceu em MG promete ‘justiça com as próprias mãos’

João Lisboa acredita que a menina foi levada por alguém quando desapareceu

Alice Maciel desapareceu em Jeceaba e foi encontrada três dias depois

O pai de Alice Maciel Lacerda Lisboa, criança autista de quatro anos que ficou desaparecida por três dias no distrito de Bituri, zona rural de Jeceaba, na região Central de Minas Gerais, acredita que a menina foi pega por alguém e que fará “justiça com as próprias mãos”.

Em entrevista à Record, João Lisboa contou que a menina, que autista não verbal, não sofreu nenhum tipo de violência, mas que era muito difícil que ela sobrevivesse sozinha na mata nas condições em que estava.

“Apesar dela estar um pouco debilitada, é muito difícil você pensar em uma criança com as limitações que ela tem passar 24 horas debaixo de sol e chuva. Realmente fez muito frio”, disse ele.

“Eu, na primeira noite, não aguentei ficar lá, imagina a minha filha, só de calcinha, tomando chuva na mata a noite inteira. Ela não ter desmaiado, não ter tido hipotermia ou algo assim é muito suspeito”, acrescentou.

O pai da criança afirmou que suspeita de que alguém tenha visto a criança na estrada e tenha a levado com intenção de adotá-la. Ele também citou uma suposta rede de tráfico de crianças.

“Se a pessoa que pegou a minha filha estiver vendo, ela saber que eu não vou descansar até encontrá-la [...] A gente quer literalmente fazer justiça com as próprias mãos”, afirmou ele.

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Desaparecimento

Alice Maciel Lacerda Lisboa ficou três dias desaparecida enquanto passava uma temporada na casa da avó no distritu de Bituri, zona rural de Jeceaba. Ela desapareceu na quinta-feira (29) e foi encontrada no sábado (31).

Alice desapareceu quando a avó foi atender a uma ligação telefônica em casa. A menina estava na piscina e, quando a avó retornou, já havia desaparecido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a menina foi localizada por trilheiros que faziam parte da equipe de buscas. Ela estava deitada em uma área de mata, a cerca de cinco km da casa dos avós.

Nas redes sociais, a Meta disparou alertas sobre o desaparecimento por meio do programa Amber Alert, sistema de avisos urgentes adotado no Brasil para casos de crianças desaparecidas — com envio de notificações para pessoas em até 160 km do local.

Ao longo de três dias, as buscas ocorreram de forma ininterrupta, com a participação de 12 guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, além de cães farejadores, drones com câmeras térmicas, policiais, voluntários e equipes da Defesa Civil.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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