O médico
A princípio, a jovem foi ao consultório para realizar um exame de imagem, em razão de dores abdominais. Após o exame, segundo a decisão da Justiça, o médico informou que seria necessário realizar um “exame extra” utilizando as próprias mãos, “para ver se achava alguma coisa errada”.
Na sequência, a jovem relatou que sofreu uma série de abusos. Ela conta que saiu correndo do consultório, e uma amiga acionou a Polícia Militar, que foi até a clínica, e prendeu o profissional. O homem foi levado para a delegacia de plantão especializada em atendimento à mulher, no Barro Preto, onde teve a prisão em flagrante ratificada.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga o caso. Em entrevista à Itatiaia, a mãe da vítima expressou a indignação pelo ocorrido.
“Espero que ele fique preso. Se não, ele vai fazer mais vítimas (...) A gente confia nas pessoas, a pessoa vai e faz isso. Nunca imaginei isso num hospital. Hoje em dia não tá dando para confiar em ninguém, nem nos médicos”, contou.
O advogado do médico negou que o abuso sexual tenha ocorrido. “Ele mesmo atendeu mais de 10 pacientes com o mesmo tipo de exame endovaginal, sem problema”, contou.