‘Carnaval de BH é amor à folia': veterana do Então, Brilha! celebra há 12 anos a energia da festa

Integrante da bateria há mais de uma década, Mariana Fernandes fala sobre a força do Carnaval de Belo Horizonte

Com glitter, ritmo e amor à folia, baterista resume o espírito do Carnaval de BH

Com brilho no rosto, energia na voz e muita história para contar, Mariana Fernandes, de 39 anos, moradora de Belo Horizonte, é uma das figuras que ajudam a manter viva a tradição do Carnaval da capital mineira. Integrante da bateria do bloco Então, Brilha!, que saiu na manhã deste sábado (14), ela carrega no ritmo a experiência de quem já atravessou mais de uma década de folia.

Ao ser perguntada há quanto tempo “não brilha”, Mariana respondeu sem hesitar: 12 anos. “Sou uma das mais antigas da bateria, estou aqui firme e forte”, contou, com orgulho.

Para ela, o Carnaval de BH tem ingredientes indispensáveis. “O que não pode faltar é disposição, o glitter — todo mundo tem que estar maquiado, iluminado — e o respeito. A gente tem que respeitar todos que estão aqui: o folião, a bateria… acho que isso é o principal”, afirmou.

E se fosse para definir a festa em uma frase, Mariana não economiza no sentimento: “O Carnaval de BH é a alegria acolhedora do mineiro, é uma energia contagiante. Carnaval de BH é amor à folia”.

Na despedida, ela deixa um recado direto para quem vai curtir os quatro dias de festa: não perca a chance de viver essa experiência. “Venham para o Carnaval de BH. É muito legal, muito tranquilo, o povo é respeitador, tem bloco em todos os cantos da cidade. E tem lugar para fazer seu xixizinho, para tomar sua bebidinha. Tenho certeza que quem vem para cá não deixa de voltar nos outros anos”, garantiu.

Com brilho no rosto e energia de quem já virou a noite, a foliã Patrícia, de 44 anos, contou como é a rotina de quem vive intensamente o Carnaval da capital. Há 11 anos participando do bloco Então, Brilha!, ela diz que o cansaço fica em segundo plano diante da alegria da festa.

“Eu tô virada, vim de outro bloco pra cá. Acordei três horas da manhã pra me arrumar, mas a gente acorda feliz. Carnaval é alegria, é felicidade”, afirmou.

Patrícia contou ainda que a programação é intensa: “É um bloco por dia, a gente aproveita todos os dias do Carnaval”. Para aguentar o ritmo, ela garante que não abre mão dos cuidados básicos. “Tem que tomar um café reforçado, se hidratar bastante, beber muita água, porque o sol castiga. E aí é só curtir. Carnaval é alegria total”, resumiu.

“Tecnologia do Delírio”

No início da manhã deste sábado (14), o bloco Então, Brilha! abriu oficialmente o Carnaval de Belo Horizonte com o tema “Tecnologia do Delírio”.

O cortejo reuniu foliões no hipercentro da capital, mantendo a tradição de concentração na Avenida do Contorno, esquina com a Rua Curitiba.

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Tradição e protagonismo no Carnaval de BH

O Então, Brilha! surgiu em 2010, no contexto do renascimento do Carnaval de rua em Belo Horizonte, e desde então se consolidou como um dos principais símbolos da festa na capital. Ao longo da trajetória, promoveu 14 cortejos.

Em 2021 e 2022, não saiu às ruas devido à pandemia, mas realizou ações simbólicas que mantiveram viva sua presença cultural.

Em 2025, o bloco celebrou 15 anos com o tema “Raízes do Futuro”, reafirmando seu papel como espaço de experimentação artística e reflexão social. Além do período carnavalesco, o coletivo também promove shows, festas e atividades sociais ao longo do ano, com o objetivo de fortalecer laços comunitários e celebrar a diversidade cultural brasileira.

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Marcello atuou na assessoria de imprensa do Conselho Regional de Psicologia. Atualmente, é editor da equipe de redes sociais da Itatiaia. Atento às novidades, Marcello é um entusiasta das tecnologias e apaixonado por redes sociais.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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