Os parques estaduais de Minas Gerais surgem como alternativa para quem deseja aproveitar o período de Carnaval longe da agitação das cidades. Voltadas ao ecoturismo e ao contato com a natureza, as Unidades de Conservação (UCs) oferecem paisagens naturais, biodiversidade, cachoeiras, riachos e a oportunidade de conhecer os biomas presentes no estado, como Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, em ambientes de tranquilidade.
Minas Gerais possui atualmente 95 unidades de conservação, sendo 43 parques estaduais administrados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). Parte dessas áreas conta com infraestrutura para visitantes, incluindo hospedagem, áreas de camping, estacionamento e restaurantes, como ocorre nos parques estaduais do Rio Doce, do Ibitipoca e do Rio Preto.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça é um dos principais destinos. Localizado a cerca de 25 quilômetros da capital, o local atrai visitantes pelo relevo marcante e pela diversidade de vegetação.
Outras unidades próximas a cidades históricas também ganham destaque. O Parque Estadual do Itacolomi, situado entre Ouro Preto e Mariana e recentemente reaberto à visitação, abriga o Pico do Itacolomi, considerado um dos principais símbolos naturais do estado. Já em Diamantina, o Parque Estadual do Biribiri reúne cachoeiras, riachos e o Caminho dos Escravos, oferecendo experiências que combinam natureza e patrimônio histórico.
Na região Central, o Parque Estadual Mata do Limoeiro, em Itabira, promove iniciativas de integração com a comunidade, como o projeto Ecofolia, realizado anualmente para incentivar a conservação ambiental e fortalecer parcerias locais.
Cuidados durante a visita
Para preservar o meio ambiente e garantir a sustentabilidade do turismo, os visitantes devem seguir as normas previstas nos planos de manejo e regulamentos de cada unidade. Algumas áreas cobram ingresso, adquirido diretamente no local.
De acordo com a diretora de Unidades de Conservação do IEF, Letícia Horta, a prática do ecoturismo exige responsabilidade. Entre as orientações estão permanecer nas trilhas sinalizadas, evitar caminhadas solitárias, contar com guias quando necessário e recolher todo o lixo produzido.
A gestora também alerta para regras fundamentais de preservação, como a proibição de levar animais domésticos, alimentar a fauna silvestre ou retirar plantas, pedras e outros elementos naturais das áreas protegidas.
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