Chegou a sete o número de denúncias de abuso sexual apresentadas contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado ganhou projeção nacional por ter atuado como relator no julgamento que resultou na absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.
As denúncias foram divulgadas pela deputada federal Duda Salabert nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (26).
De acordo com o portal G1, quatro denúncias já chegaram oficialmente ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A informação foi publicada após mais duas pessoas prestarem depoimento ao órgão. Ainda segundo Duda Salabert, todas as sete denúncias já foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
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“Estou em diálogo com todas as vítimas e já encaminhei formalmente as denúncias ao Ministério Público e ao CNJ. Nenhuma instituição pode ser espaço de impunidade. Nenhuma vítima será silenciada. Seguiremos cobrando apuração rigorosa, responsabilização e justiça”, afirmou Duda em publicação.
Nessa quarta-feira (25), o TJMG informou que o desembargador não irá se manifestar.
À Itatiaia, o CNJ respondeu que, até o momento, a Secretaria de Comunicação Social não tem informações a respeito do caso.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que não tem conhecimento nem confirmação sobre a divulgação dessas informações. Destacou ainda que, em casos de eventuais abusos atribuídos a desembargadores, a competência para processar e julgar é do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A reportagem entrou em contato e aguarda um retorno.
Primo denuncia tentativa de abuso ao CNJ
Nessa quarta-feira (25), Saulo voltou às redes sociais e afirmou que decidiu tornar público o relato para apoiar uma insatisfação coletiva diante de uma decisão judicial e por não conseguir se omitir diante de sua experiência pessoal.
Saulo relatou ainda que a situação tem causado sofrimento à família, especialmente à mãe e ao irmão, que temem pela segurança dele. Segundo ele, familiares de outra vítima que se manifestou nas redes também demonstram preocupação. “Essa história não é mais só minha”, afirmou, dizendo que seguirá até onde for possível, apesar do medo.
Desembargador voltou atrás na decisão
Após a repercussão, Magid Nauef Láuar, reformou nessa quarta-feira (25) a sentença que absolvia um homem de 35 anos por abusar de uma criança de 12. A Itatiaia obteve a íntegra da decisão que acatou os argumentos do Ministério Público (MPMG) e
No texto, o magistrado fala em “corrigir erros” e cita a “repercussão do caso” como elementos que fundamentaram a decisão monocrática.
Entenda como tudo começou
A denúncia contra o homem de 35 anos foi oferecida pelo MPMG em abril de 2024 por estupro de vulnerável. A mãe da vítima também foi denunciada por omissão, visto que tinha ciência dos fatos e não interveio.
Conforme a investigação, a menina morava com o homem, com permissão da genitora, e deixou de frequentar a escola.
Na delegacia, ele confirmou manter relações sexuais com a adolescente e relatou ter recebido autorização da mãe da menina para namorá-la.
O suspeito possui passagens policiais por crimes como homicídio e tráfico de drogas. Em 8 de abril de 2024, ele foi detido em flagrante, período em que estava com a adolescente. O homem e a mãe da adolescente foram condenados pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Araguari em novembro de 2025 à pena de nove anos e quatro meses de prisão.
Ambos recorreram e, neste mês, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) analisou o recurso, optando pela absolvição dos réus.
Após repercussão nacional do caso, Magid Nauef Láuar