A Polícia Civil de Minas Gerais vai reforçar o atendimento às
O veículo vai buscar 17 corpos de vítimas em Juiz de Fora e Ubá, que precisam passar por exames mais detalhados no Instituto Médico-Legal (IML) da capital, onde há equipamentos específicos para esse tipo de necropsia.
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A ação da Polícia Civil é um apoio aos demais órgãos que atuam no atendimento às áreas atingidas pelas chuvas, para dar mais rapidez aos procedimentos legais e às investigações sobre as mortes.
Sobe número de mortos
O número de mortos em decorrência das fortes chuvas históricas na Zona da Mata mineira aumentou e já chega a 22 vítimas.
As mortes foram confirmadas em Juiz de Fora, onde há 16 óbitos, segundo o Corpo de Bombeiros, e em Ubá, com seis registros, conforme a prefeitura do município. As últimas atualizações são das 9h30.
Mais cedo, por volta das 6h30, a Prefeitura de Juiz de Fora havia confirmado 14 mortes, sendo quatro na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK; quatro na Rua Orville Derby Dutra, no bairro Santa Rita; dois na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal; e um em cada um dos seguintes endereços: Rua José Francisco Garcia, no bairro Lourdes; Rua Eurico Viana, na Vila Alpina; Estrada Athos Branco da Rosa, no bairro São Benedito; e Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa.
A Defesa Civil estimava que cerca de 440 pessoas estivessem desabrigadas. Um novo balanço da prefeitura deve ser divulgado à imprensa no início da tarde.
Previsão de chuva até o fim da semana
Segundo o meteorologista Lizandro Gemiacki, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a passagem de uma frente fria pelo litoral do Sudeste, no fim da semana passada, provocou instabilidade e favoreceu a formação de nuvens em grande parte da região.
“Desde o fim de semana, a Zona da Mata estava sob aviso laranja, com previsão de acumulados de até 100 milímetros, mas as chuvas foram mais intensas do que o esperado, superando esse volume. Essa área de instabilidade ficou ancorada e deve continuar atuando pelo menos até sexta-feira, com grande chance de chuvas recorrentes, tanto de forma contínua, por várias horas consecutivas, quanto em pancadas mais intensas, principalmente à tarde, à noite e durante a madrugada”, disse.
A cidade decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas.