O município de Ubá vive uma de suas maiores tragédias recentes. Entre a noite desta segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24), uma chuva extrema registrou cerca de 170 mm de chuva em apenas três horas e meia, resultando em
O cenário é de destruição após o Rio Ubá atingir a marca histórica de 7,82 metros. Diante da gravidade, o prefeito José Damato Neto assinou o Decreto de Calamidade Pública (nº 7.674/2026) para agilizar o socorro e a reconstrução.
Vítimas e buscas
Até o momento, os dados preliminares da Defesa Civil confirmam 6 óbitos e 2 pessoas desaparecidas, com equipes de resgate trabalhando intensamente em áreas críticas.
A força da água invadiu bairros inteiros, arrastando veículos e destruindo estabelecimentos comerciais, deixando a prestação de serviços essenciais paralisada em diversos pontos.
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Três pontes destruídas
A infraestrutura urbana sofreu com a força da correnteza. Três pontes foram totalmente destruídas, isolando vias importantes e dificultando o fluxo de resgate:
- Ponte Major Siqueira (Av. Cristiano Roças)
- Ponte da Rua dos Viajantes (Centro)
- Ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida (Bairro Industrial)
Além das estruturas que cederam, outras pontes e passarelas da cidade foram preventivamente interditadas pela Defesa Civil para avaliação técnica, visando evitar novos desabamentos.
Operação de crise
Uma Sala de Crise foi instalada na sede da Guarda Civil Municipal para coordenar o Sistema de Comando de Operações (SCO). O foco imediato é o salvamento de sobreviventes e a assistência humanitária às famílias desabrigadas.
“Estamos focados em salvar vidas e estabilizar a cidade. O decreto de calamidade é um passo necessário para que possamos receber o apoio estadual e federal com a urgência que o povo de Ubá precisa”, afirmou a administração municipal. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em deslocamento para reforçar o monitoramento e as ações de resgate em solo ubaense. A recomendação é que a população evite áreas de risco e respeite as interdições.