A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que empenhou equipes com engenheiros, técnicos e eletricistas para um trabalho de forma “ininterrupta” em razão das fortes chuvas que atingem
A empresa ainda relatou dificuldade de acesso em alguns locais, devido a alagamentos e desabamentos de estruturas. “Devido à intensidade da chuva, foram registradas quedas de árvores e objetos lançados em direção à rede elétrica, como partes de telhados e galhos, além de quebra de postes, curtos-circuitos e rompimentos de cabos”, disse a Cemig.
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As regiões mais afetadas pela falta de energia são o Centro, Mirante de São Bernardo, Araci, Bairro JK (Parque Burnier), Vila Alpina, Linhares, Três Moinhos, Bandeirantes, Retiro e Jardim Esperança. A Cemig ainda destacou que atua em apoio à prefeitura no comitê de crises e junto ao Corpo de Bombeiros nas ações prioritárias.
“Imediatamente após o início das ocorrências, equipes da companhia iniciaram os trabalhos para o restabelecimento e, nesta manhã, a empresa atua com todas as equipes em campo nos reparos necessários. (...) Em Matias Barbosa, não há interrupções relevantes”, disse a estatal.
Cabe ressaltar que Ubá, cidade igualmente afetada pelas chuvas, não faz parte da área de concessão da Cemig. A Itatiaia entrou em contato com a concessionária do município e aguarda retorno. A matéria será atualizada com a nota.
Tragédia na Zona da Mata
A tempestade que atingiu a Zona da Mata ultrapassou um acumulado de 584 milímetros (mm) em fevereiro. Somente na madrugada desta terça-feira (24), Juiz de Fora recebeu um volume de 190 mm, enquanto Ubá registrou aproximadamente 170 mm em cerca de três horas e meia, de acordo com as prefeituras locais.
O volume elevado provocou inundações, deslizamentos de terra, queda de árvores e outras estruturas. Ao todo foram registradas 21 mortes na Zona da Mata, sendo 15 em Juiz de Fora e outras seis em Ubá. Ainda há pessoas desaparecidas e centenas de desabrigados.