A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) detalhou, nesta sexta-feira (23), a conclusão do inquérito sobre a morte da personal shopper
O companheiro da vítima, Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, foi indiciado por feminicídio qualificado e fraude processual. Ele está
Morte em apartamento
Segundo o delegado Flávio Destro, chefe do 7º Departamento de Polícia Civil, o crime começou no dia 13 de dezembro, noite anterior ao acidente e flagra no pedágio, no dia 14 de dezembro. Durante uma discussão,
Alison colocou o cadáver de Henay no banco do motorista e
Flagra no pedágio e acidente forjado
O principal flagra ocorreu em uma praça de pedágio na MG-050. Uma funcionária estranhou o fato de a mulher no banco do motorista estar completamente imóvel. Ao questionar se precisavam de ajuda, Alison, visivelmente nervoso e com arranhões no rosto, afirmou que a namorada apenas passava mal e arrancou com o carro.
Nove minutos depois, no km 90, o investigado lançou o veículo propositalmente contra um micro-ônibus de turismo. A perícia técnica, no entanto, foi contundente: a necropsia revelou que Henay já estava morta antes do impacto, apresentando sinais de esganadura e asfixia.
Planejamento e histórico de violência
A investigação revelou um comportamento frio do suspeito. No celular de Alison, a polícia encontrou pesquisas recentes sobre:
- Acidentes automobilísticos fatais;
- Jurisprudência de casos semelhantes;
- Medicina legal, especificamente sobre fenômenos de asfixia.
“Ele buscava informações técnicas e jurídicas para construir sua defesa antes mesmo de simular o acidente”, completou Destro. Além disso, foi descoberto que Alison já possuía histórico de violência doméstica contra outra mulher, com medidas protetivas anteriores.
Um vídeo registrado em agosto pela câmera de segurança do apartamento mostra Alison agredindo a socos a namorada.
Sete minutos após a agressão, a própria vítima filmou o agressor retirando o cartão de memória da câmera que registrou o crime.
Prisão e indiciamento
Alison foi preso em flagrante durante o velório de Henay, após policiais notarem as marcas de unhas em seus braços e rosto — sinais de que a vítima lutou pela vida. O inquérito foi enviado à Justiça, e o acusado permanece no sistema prisional à disposição das autoridades.