Bombeiros encerram buscas por homem que caiu no Rio Arrudas, em BH

Maurício Santos da Silva, de 50 anos, desapareceu no dia 2 de janeiro; operação foi encerrada após ''esgotamento das áreas de varredura’’

Justiça solta suspeito de arremessar homem no Ribeirão Arrudas, em BH, durante briga

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) comunicou, nesta quinta-feira (15), o encerramento das buscas relacionadas à queda de Maurício Santos da Silva, de 50 anos, no Rio Arrudas, em Belo Horizonte. A ocorrência foi registrada no dia 2 de janeiro.

As operações de busca e salvamento se estenderam de forma ininterrupta até o dia 9 de janeiro, com atuação de equipes do 1º e do 3º Batalhões de Bombeiros Militares, além de guarnições de Sabará e Santa Luzia.

“Após extensa varredura e sem o surgimento de novas evidências, a operação foi desmobilizada. A decisão se baseia no esgotamento das áreas de busca e na ausência de novos vestígios que pudessem indicar a localização da vítima”, informou a corporação.

O suspeito do crime é Warlley Silva de Paula, de 29 anos. No dia da ocorrência, o autor apresentou declarações consideradas desconexas, mas afirmou que a briga teria começado após uma di scussão relacionada à alimentação. “Eles começaram a discutir em frente ao Restaurante Popular, quando o desentendimento ocorreu”, disse a tenente Érica, do Tático Móvel do 1º Batalhão.

Preso novamente

Na semana passada, a Justiça determinou, em audiência de custódia, a prisão de Warlley. Ele havia recebido liberdade provisória no domingo (4), mas voltou a ser preso na madrugada de terça-feira (6), cerca de 24 horas depois, após tentar furtar a bolsa e o celular de uma idosa.

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Na audiência que resultou na liberdade provisória, a Defensoria Pública alegou que Warlley é inimputável por sofrer de transtornos mentais. O juiz Diego Gómez Lourenço, da Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte, acatou os argumentos da defesa.

Para receber o benefício, o suspeito deveria cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, ao tentar cometer o novo crime, ele já havia retirado o equipamento.

Na nova decisão, a Justiça apontou que “o decreto da prisão preventiva do autuado é medida imprescindível para a garantia da ordem pública”.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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