Armadilhas nas calçadas: buracos, desníveis e piso escorregadio colocam pedestres em risco em BH

Prefeitura esclarece de quem é a responsabilidade e como denunciar más condições dos passeios

Passeios e calçadas em Belo Horizonte devem seguir cartilha prefeitura

Buracos, desníveis, pisos escorregadios e obstáculos nas calçadas de Belo Horizonte seguem colocando em risco quem anda a pé. O problema é antigo, mas continua fazendo parte da rotina de pedestres, principalmente idosos, pessoas com deficiência e quem tem mobilidade reduzida.

Dados do IBGE mostram que apenas 28,2% dos moradores da capital têm acesso a rampas de acessibilidade nas calçadas próximas de casa. Na prática, isso significa que a maioria das pessoas enfrenta dificuldades até para percorrer pequenos trajetos no dia a dia.

Apesar de muita gente ainda ter dúvida, a Prefeitura de Belo Horizonte reforça que, embora as calçadas sejam bens públicos de uso coletivo, a responsabilidade pela construção, conservação e manutenção é do proprietário do imóvel.

“O passeio, apesar de ser um bem público, de uso coletivo, é de responsabilidade do proprietário do imóvel, a sua construção, conservação e manutenção”, afirma Leonardo Freitas, diretor regional de Fiscalização Centro-Sul.

Segundo Leonardo, o dono do imóvel deve garantir que a calçada tenha piso antiderrapante, superfície contínua, sem ressaltos e, principalmente, sem buracos — apontados como o principal problema encontrado pelas equipes de fiscalização.

“Com base na nossa experiência na fiscalização, o grande vilão dos passeios são os buracos”, diz Leonardo.

Como denunciar?

Quando o pedestre encontra uma calçada em más condições, é possível registrar denúncia por três canais: telefone 156, aplicativo PBH ou pelo Portal de Serviços da Prefeitura. Após a reclamação, um fiscal vai até o local para vistoriar a situação.

Se a irregularidade for confirmada, o proprietário recebe uma notificação com prazo de 30 a 60 dias para fazer o conserto. Caso o problema não seja resolvido, pode ser aplicada multa, que varia de 470 reais a 2 mil 354 reais, dependendo da infração.

Números da PBH e como denunciar

Os números mostram que a fiscalização tem sido constante. Em 2024, a Prefeitura registrou 2.074 reclamações, realizou quase 6 mil vistorias e aplicou 836 multas. Em 2025, foram 2.549 reclamações, com 972 multas aplicadas. Já neste início de 2026, até o dia 22 de janeiro, foram 181 reclamações e 25 multas.

Para quem pretende construir ou reformar a calçada, a Prefeitura orienta que o primeiro passo é consultar a cartilha de passeios, disponível no site pbh.gov.br. Também é possível solicitar o serviço de Orientação para a Construção e Reforma do Passeio, de forma online ou com visita técnica presencial.

Leia também

Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.

Ouvindo...