Em entrevista exclusiva ao Jornal da Itatiaia nesta segunda-feira (19), o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, falou sobre as novidades tecnológicas do banco e as metas para o crédito imobiliário em 2026. O principal destaque é a criação de um “super app”, que deve concentrar diversos serviços em uma única plataforma, incluindo o programa Minha Casa, Minha Vida.
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“Super app” vai reunir serviços da Caixa
Atualmente, a Caixa opera com cerca de 14 aplicativos diferentes, como os do FGTS, Fies, Habitação e Pé-de-Meia. A ideia, segundo Vieira, é acabar com essa fragmentação.
“Com essa unificação que você com propriedade chamou de super app, nós vamos unificar todos esses acessos em um único acesso”, afirmou.
O presidente destacou que o banco está na fase final de modernização digital e que o comportamento dos clientes mudou. “Nós temos hoje muito claro que os clientes usam muito mais os aplicativos do que vão fisicamente às agências”, disse.
Crédito imobiliário cresce e Minas tem papel de destaque
A Caixa ampliou de forma significativa os recursos para financiamento habitacional nos últimos anos. Em 2024, o banco fechou com R$ 223,6 bilhões em crédito imobiliário. Em 2025, esse volume chegou a quase R$ 250 bilhões.
Para 2026, a previsão é de R$ 247 bilhões apenas com recursos do FGTS, além do capital próprio da instituição.
Segundo Carlos Vieira, Minas Gerais tem peso importante nesse cenário. “Minas Gerais tem uma participação muito importante nesse contexto. De 10 a 12% de tudo que a Caixa colocou de crédito imobiliário foi em Minas Gerais”, afirmou. Ele garantiu ainda que o atendimento ao mercado imobiliário mineiro e de Belo Horizonte está normalizado.
Agências físicas e situação do FGTS
Questionado sobre o fechamento de agências, Vieira explicou que o banco faz uma “racionalização” nos grandes centros, para evitar unidades muito próximas umas das outras. Por outro lado, a expansão segue em regiões sem atendimento bancário.
“Se você tem no universo territorial brasileiro uma aglomeração de 100 mil habitantes e lá não tem banco, a Caixa vai estar presente”, afirmou.
Sobre o FGTS, o presidente disse que a situação está regularizada após mudanças feitas pelo Ministério do Trabalho. “Esse princípio está restabelecido: o FGTS ser uma poupança para o trabalhador, seja para a aposentadoria ou para uso na habitação”, concluiu.