Familiares das vítimas e movimentos sociais promovem, ao longo desta semana, uma série de atos em
O desastre, considerado um crime, matou 272 pessoas, devastou famílias e comunidades inteiras e provocou danos ambientais profundos.
Em Minas Gerais e no Brasil, a tragédia segue como uma ferida aberta.Passados sete anos, a dor permanece e a busca por justiça continua. O sentimento que ecoa entre familiares e atingidos é de saudade, indignação e resistência diante da impunidade.
A diretora da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos (AVAB), Josiane Melo, detalhou a programação.
“No dia 22, a gente vai fazer um seminário com foco na questão da justiça e da responsabilização. Vamos receber pessoas do direito reconhecidas no Brasil e projetos da UFMG, discutindo responsabilização e reparação”, afirmou.
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Segundo ela, no dia 23 haverá um concerto na Praça das Joias, no Centro da cidade. “No dia 24, fazemos a nossa tradicional carreata, um clamor por justiça. E no dia 25, no mesmo horário do crime, estaremos reunidos para um ato de clamor e homenagem às vítimas”, completou.
Para Flávia Coelho, que perdeu o pai, Olavo, no rompimento da barragem, o sentimento é de revolta. “A palavra que fica é impunidade”, disse.
Ela ressalta que a luta continua para os responsáveis serem julgados. “Nesses sete anos, a gente luta para que este seja o ano em que os julgamentos comecem. Existe essa previsão, e a nossa esperança é que ela não seja cancelada”, afirmou.
Flávia destacou ainda que a principal reivindicação é a responsabilização criminal dos envolvidos.
“A nossa luta diária é pela punição criminal daqueles que estavam à frente da empresa Vale no ano do rompimento, para que esse crime, de fato, seja encerrado. Ele não pode continuar acontecendo”, concluiu.