Em uma ação conjunta realizada nessa terça-feira (10), a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul localizou e apreendeu um Porsche Panamera, avaliado em R$ 1 milhão, na capital Campo Grande.
O veículo de luxo pertence a Gilmar Reis da Silva, conhecido pela alcunha de “Vovozona”, apontado pelas autoridades como um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) com atuação no Estado. A operação foi coordenada por equipes da GCCO/Draco em parceria com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
A apreensão é um desdobramento direto da Operação Imperium, deflagrada originalmente em 10 de fevereiro deste ano. O foco da investigação é o núcleo financeiro da organização criminosa, responsável pela movimentação, ocultação de recursos ilícitos e lavagem de dinheiro.
O automóvel em questão estava registrado no nome da esposa de Gilmar, que também é investigada por integrar o esquema de ocultação de patrimônio da facção. Durante a ofensiva policial, foram cumpridos diversos mandados judiciais de prisão, busca e sequestro de bens, visando desarticular a estrutura financeira que sustenta o grupo.
Gilmar Reis da Silva é considerado um criminoso de alta periculosidade, com forte influência na região de Rondonópolis (MT). Ele estava foragido desde o dia 14 de julho de 2023, quando escapou do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT).
Segundo os levantamentos da Polícia Civil, após a fuga, o suspeito e sua esposa passaram a utilizar documentos falsos para abrir empresas de fachada e contas bancárias, facilitando o fluxo de capital oriundo do crime e a aquisição de bens móveis e imóveis para uso pessoal e ostentação.
O esquema de lavagem de dinheiro envolvia empresas registradas em Rondonópolis sob identidades falsas de Gilmar ou em nome de terceiros ligados a ele. Esses estabelecimentos recebiam aportes financeiros de membros da facção e reintroduziam os valores no mercado legal por meio da compra de ativos e repasse de lucros aos integrantes da organização.
Até o fechamento desta reportagem, o Estadão buscou contato com a defesa de Gilmar Reis da Silva, porém não obteve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação dos advogados.
Com informações de Estadão Conteúdo