'Não fomos rápidos o suficiente', admite vice-presidente de Segurança do Discord
Menina de 13 anos tirou a própria vida após ser induzida em uma transmissão ao vivo na plataforma

O vice-presidente de Segurança e Confiança do Discord, Jud Hoffman, admitiu que a plataforma não foi rápida o suficiente para evitar a morte de uma adolescente de 13 anos que foi induzida ao suicídio durante uma transmissão na plataforma.
"No caso da menina, o servidor era novo e pequeno, tinha sido criado há menos de duas horas. As informações disponíveis não acionaram nosso modelo de aprendizado de máquina para encaminhá-lo à revisão humana. Não fomos rápidos o suficiente, mas estamos sempre trabalhando para melhorar esses modelos e os esforços de segurança", disse ele ao jornal O Globo.
A menina era de Naviraí, no Mato Grosso do Sul. Cinco adolescentes foram apreendidos e um homem foi preso por induzir a menina a tirar a própria vida.
Dias após o ocorrido, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão da função de transmissões ao vivo da plataforma no Brasil.
Segundo a ANPD, há evidências de que o recurso vem sendo usado de forma recorrente em casos de violência, assédio e incentivo à automutilação e ao suicídio envolvendo crianças e adolescentes.
O Discord contestou a decisão, afirmando que ela foi adotada de forma "prematura". Em resposta às autoridades, o Discord afirmou que mantém diálogo com os órgãos brasileiros e que continua colaborando com as investigações. A empresa também declarou que não tolera grupos ou indivíduos que promovam violência e que tem investido em ferramentas de segurança.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



