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Itamaraty alerta que brasileiros têm sido vítimas de tráfico de pessoas no Sudeste Asiático

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores (MRE), o resgate de pessoas traficadas é complexo e depende da atuação das autoridades do país onde se encontram

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Itamaraty alerta que brasileiros têm sido vítimas de tráfico de pessoas no Sudeste Asiático • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Itamaraty emitiu um alerta sobre o tráfico de cidadãos brasileiros para exploração laboral no Sudeste Asiático. A região tem se consolidado como o principal foco do tráfico de pessoas, o que, conforme o Ministério das Relações Exteriores, representa uma grave e crescente preocupação para as Embaixadas do Brasil na região.

Além do Camboja, o alerta do Itamaraty vale para países como Tailândia, Myanmar e Laos, todos no Sudeste Asiático. De acordo com a pasta, as ofertas de emprego são oferecidas como iscas e incluem salários aparentemente atrativos, comissões por “ativos” vendidos e custeio de passagens aéreas.

É comum que os brasileiros aliciados, em sua maioria jovens com conhecimentos em informática, sejam recrutados por meio das redes sociais com falsas promessas de emprego em “call centers” ou supostas empresas de tecnologia.

Contudo, ao chegarem ao exterior, as vítimas são submetidas à exploração laboral e forçadas a praticar diversas fraudes online, o que pode incluir esquemas de jogos de azar, golpes com criptomoedas e relacionamentos amorosos fictícios destinados à extorsão de terceiros, além de serem coagidas a aliciar novas vítimas de mesma nacionalidade.

Além disso, mesmo que a vítima seja liberada, ela pode enfrentar dificuldades para retornar ao Brasil. Isso, principalmente nos casos em que estejam com o visto vencido, situação em que se faz necessária a obtenção de autorização de saída junto às autoridades migratórias locais, além do pagamento de multa pelo período de permanência irregular.

Com isso, a recomendação do Itamaraty é que as pessoas não aceitem ofertas de trabalho no Sudeste Asiático que prometem ganhos elevados, contratação rápida ou intermediação informal. Uma cartilha foi desenvolvida pela pasta com informações sobre o trabalho no exterior. O MRE também elencou recomendações sobre a repatriação dos brasileiros.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo