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Adolescente que foi abusada pelo pai em hospital tem alta da UTI

Depois da prisão do pai, a vítima apresentou melhoras no quadro e já respira sem a ajuda da traqueostomia

A adolescente de 17 anos que foi abusada pelo próprio pai enquanto estava internada na UTI recebeu alta da terapia intensiva e foi para o quarto. O pai foi preso em 13 de maio, e a jovem deixou a UTI dias depois.

De acordo com as enfermeiras do hospital que atendem a jovem, ela deixou a UTI do hospital em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e apresenta melhora significativa.

No quarto, a vítima saiu da traqueostomia e voltou a respirar pelas vias superiores. O pai é acusado de estupro de vulnerável, que acontece quando a vítima é uma criança ou adolescente com menos de 14 anos, ou alguém sem discernimento para se defender no momento do crime.

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Ao G1, uma das enfermeiras, que preferiu não se identificar, disse que “do dia da prisão dele em diante ela só teve melhora. A gente percebeu que a paciente teve uma melhora absurda do quadro clínico”. Outra funcionária afirmou que “ela já está comendo, já está começando a se expressar. Ela já está sorrindo, mas passava noites e noites em claro, chorando e em extremo estresse”.

Entenda o caso

Enquanto esteve na UTI, a adolescente passou por traqueostomia. A equipe de enfermagem que cuidava do caso desconfiou que havia algo de errado e resolveu gravar a visita do pai em uma madrugada de maio. As imagens mostraram o homem com a mão dentro do avental da filha, tocando as pernas e as partes íntimas.

O exame de corpo de delito também comprovou que se tratava de um caso de abuso sexual. A delgada seccional de São Bernardo do Campo, Kelly Cristina Sacchetto, contou à equipe do programa Profissão Repórter que “através do exame de corpo de delito realmente se constatou o abuso sexual, as lesões provenientes desse abuso que esse pai cometia”.

Ao todo, sete funcionários do hospital foram ouvidos como testemunhas. De acordo com eles, durante a noite, quando o pai visitava a jovem, ela ficava muito agitada. Em uma dessas visitas, os batimentos cardíacos da vítima chegaram a 190 batimentos por minuto. Conforme o Ministério da Saúde, o batimento cardíaco considerado normal fica entre 70 e 90 batimentos por minuto.

Uma testemunha contou que “depois da filmagem feita, pela manhã, percebeu que a adolescente estava muito agitada no momento de trocar a fralda e notou que as partes íntimas dela estavam com muita vermelhidão e fissuras”.

De início, o homem foi preso temporariamente. Depois, a Justiça converteu a prisão para preventiva. A mãe da vítima defende o réu. “Ele não fez nada. Um pai muito presente na vida dos meus filhos. Muito amoroso. Ali, para mim, foi um momento de desespero [...] Ninguém chamou a gente para conversar. Acharam melhor estar expondo ele. Destruiu a minha família. Nós somos dependentes dele para tudo”, disse.

*Sob supervisão de Enzo Menezes


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Paula Arantes é estudante de jornalismo e estagiária do jornalismo digital da Itatiaia.
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