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Saiba o que é vilipêndio a cadáver, crime pelo qual mulher que levou idoso morto a banco pode responder

Érika de Souza Vieira Nunes, levou o cadáver de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, a um banco do Rio de Janeiro para tentar retirar empréstimo

Érika de Souza Vieira Nunes, mulher que levou o cadáver de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, a uma agência bancária em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para tentar retirar um empréstimo de R$ 17 mil, pode responder por vilipêndio a cadáver.

Mas você sabe o que é esse crime?

Vilipêndio a cadáver, segundo o advogado criminalista Bruno Rodarte, nada mais é do que menosprezar ou tratar com desrespeito um cadáver, ou, até mesmo, as cinzas. No Código Penal, esse crime tem pena prevista de um a três anos de prisão.

“Para que esse delito seja caracterizado é necessário que o indivíduo tenha vilipendiado o cadáver ou as cinzas, ou seja, tratado sem respeito, com desprezo o cadáver ou as respectivas cinzas”
Bruno Rodarte, advogado criminalista

Compartilhar vídeos de cadáveres nas redes sociais, por exemplo, também se enquadra nesse crime. Um exemplo pôde ser visto no caso da cantora Marília Mendonça, que teve fotos da autópsia divulgadas. A pessoa que divulgou as fotos foi condenada por vilipêndio a cadáver.

Quem filmou o idoso pode ser condenado por vilipêndio?

De acordo com o advogado, a pessoa que filmou a mulher tentando fazer com que o idoso assinasse o documento que concedia o empréstimo não deve ser acusado de vilipêndio, uma vez que ela apenas fez o registro da ocorrência.

Eles poderiam enfrentar acusações de crimes contra a honra, mas, segundo Rodarte, não foi possível perceber no vídeo divulgado nenhuma conduta criminosa.

Mulher responderá por crimes patrimoniais

O delegado Fábio Luiz afirmou que a mulher responderá por tentativa de furto mediante fraude, além do vilipêndio. Bruno Rodarte afirmou que, além desse, ela poderia responder por estelionato também, uma vez que tentou utilizar de fraude para obter vantagem indevida e financeira.

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Entenda

Uma mulher foi detida nessa terça-feira (16) em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após levar um cadáver em uma cadeira de rodas para tentar retirar um empréstimo no valor de R$ 17 mil em uma agência bancária.

A ação de Érika de Souza Vieira Nunes foi flagrada por funcionários do banco, que suspeitaram da atitude da mulher. A polícia e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência também foram acionados, e foi constatado que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, estava morto.

Segundo Fábio Luiz, delegado responsável pelo caso, o homem já estava morto há algumas horas. A defesa de Érika, no entanto, nega e afirma que o idoso começou a passar mal dentro do banco.

Ela ficou detida durante toda a madrugada dessa quarta-feira (17) na 34ª DP em Bangu, e deve passar por audiência de custódia.


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Jornalista formada pela PUC Minas. Mineira, apaixonada por esportes, música e entretenimento. Antes da Itatiaia, passou pelo portal R7, da Record.
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