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Stellantis estuda fazer parceria com marca chinesa no Brasil

Acordo global com a Dongfeng pode abrir caminho para novos modelos produzidos localmente

Dongfeng Mhero
Dongfeng MHero pode servir de base ao próximo Jeep híbrido • Divulgação | Dongfeng

A parceria global entre a Stellantis e a Dongfeng Motor Corporation deverá ter reflexos também no mercado brasileiro. Executivos da companhia confirmaram que o Brasil faz parte dos planos estratégicos da colaboração, que busca ampliar o portfólio da fabricante na América do Sul e fortalecer a competitividade diante do avanço das marcas chinesas.

Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, a engenharia regional já participa do desenvolvimento de produtos globais com potencial para comercialização no continente. A estratégia prevê acelerar a chegada de novos veículos e tecnologias ao mercado brasileiro por meio de parcerias internacionais.

• Divulgação
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“Vamos ampliar portfólio no Brasil a partir de parcerias”, disse o executivo ao site AutoIndústria, não descartando que acertos com a Dongfeng podem envolver produção em alguma fábrica da Stellantis no Brasil, como já programado com a também chinesa Leapmotor, que terá linha em Goiana-PE.

Nos bastidores, a iniciativa é vista como uma resposta ao crescimento acelerado das fabricantes chinesas no setor automotivo mundial, especialmente no segmento de veículos eletrificados. A Dongfeng possui forte atuação em tecnologias de eletrificação, software automotivo e desenvolvimento de plataformas para elétricos e híbridos.

Dongfeng Vigo • Divulgação
Dongfeng Vigo • Divulgação

Recentemente, Stellantis e Dongfeng anunciaram um investimento bilionário para produção de modelos das marcas Peugeot e Jeep na China, incluindo SUVs e veículos eletrificados destinados tanto ao mercado chinês quanto à exportação.

Caso os planos avancem, o Brasil poderá receber novos SUVs, picapes e compactos desenvolvidos em conjunto pelas empresas, ampliando a ofensiva da Stellantis em um mercado cada vez mais competitivo e pressionado pela chegada de novas montadoras chinesas.