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Hyundai i20 Ultimate: vale a pena comprar?

Hatch chama atenção pelo visual polêmico, mas se sobressai em dinâmica, eficiência e equipamentos na versão topo de gama

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Hyundai i20
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O Hyundai i20, lançado em junho com a estratégia de competir com hatches e SUVs compactos de entrada, representa uma evolução em relação ao HB20. Embora o novato seja mais equipado, espaçoso e eficiente que o veterano, seu conteúdo tem sido ofuscado pelo visual controverso.

O i20 Ultimate conta com iluminação em LED integrada de ponta a ponta, formando um desenho em “H”. Mas é a traseira, com estilo minimalista marcado pelas lanternas estreitas, que chama mais a atenção dos críticos do hatch.

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O interior do i20 também segue a nova identidade visual da Hyundai. A cabine aposta em linhas ousadas e, na versão topo de linha, na combinação de tons claros e escuros. O acabamento é simples, sem materiais macios ao toque, mas bem executado.

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O painel integra duas telas de 12,3" lado a lado, reunindo o quadro de instrumentos e a central multimídia com conexão sem fio para smartphones Android e Apple, além de interface de fácil operação. Logo abaixo, ficam os comandos físicos do ar-condicionado digital em posição vertical e o carregador de celular por indução com superfície de borracha para manter o smartphone na posição ideal de recarga.

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O espaço interno é uma das características observadas pelos ocupantes do carro. O entre-eixos de 2,58 metros garante melhor acomodação para os ocupantes que no HB20, inclusive no banco traseiro. O porta-malas, com 346 litros de capacidade, fica acima da média entre os hatches compactos e próximo de alguns SUVs.

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Graças à nova plataforma, o i20 é um carro mais refinado dinamicamente que o HB20. Além da posição de guiar mais ergonômica, o hatch tem um comportamento exemplar favorecido pelas suspensões muito bem acertadas para entregar conforto sem prejudicar a dirigibilidade e a estabilidade em curvas mais rápidas. A nova arquitetura também trouxe freios a disco nas quatro rodas e freio de estacionamento eletrônico.

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Na versão Ultimate, os pneus de perfil um pouco baixo permitem que o impacto das rodas contra o asfalto irregular chegue aos ocupantes, gerando certo incômodo ao rodar por vias mais esburacadas. A frente baixa, por sua vez, demanda atenção do motorista para não raspar o assoalho ao passar por valetas mais fundas.

O motor 1.0 turbo flex, compartilhado com HB20 e Creta, teve a sua potência reduzida recentemente de 120 cv para 115 cv para se enquadrar às leis de emissões e benefícios fiscais. Olhando apenas para os números da ficha técnica, o propulsor pode parecer insuficiente para empurrar o hatch, mas o motorista se surpreende ao requisitar o pedal do acelerador em arrancadas e retomadas de velocidade.

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O i20 entrega desempenho mais que satisfatório, principalmente em rodovias, onde se sente à vontade para acompanhar carros mais potentes fazendo pouco esforço. O motorista percebe essa disposição quando o propulsor trabalha mais “cheio” na faixa dos 3.000 rpm.

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Embora não tenha eletrificação, o Hyundai i20 é comedido no consumo de combustível. Durante a avaliação, a média com gasolina na cidade foi quase sempre de 10 km/l no trânsito da cidade de São Paulo. Na estrada, o hatch fez 17 km/l com três adultos, duas crianças, porta-malas cheio e quase nenhuma preocupação em economizar combustível durante o trajeto.

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Vale a pena comprar?

Vale se considerarmos o que o Hyundai i20 Ultimate entrega como produto: bom nível de equipamentos, assistências de condução avançadas para o segmento, motorização eficiente e boa dirigibilidade. No entanto, o preço de tabela de R$ 140 mil afeta a sua competitividade em um mercado cada vez mais exigente por SUVs e carros com alguma eletrificação.

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Quanto custa?

  • R$ 139.990 (setembro de 2026)
  • Carro testado: R$ 141.690

Pontos positivos

  • Desempenho
  • Baixo consumo de combustível
  • Suspensão
  • Pacote de equipamentos
  • Assistências de condução (ADAS)

Pontos negativos

  • Preço poderia ser mais competitivo
  • Pneus de perfil baixo sofrem com a buraqueira das ruas
  • Dianteira baixa raspa com facilidade
  • Visual polêmico
  • Sem opção de eletrificação

Ficha técnica

Motor a combustão: dianteiro, transversal, três cilindros, 1.0 turbo, duplo comando das 12 válvulas com variação na admissão e no escape com acionamento por corrente, a etanol e gasolina
Potência: 115 cv a 6.000 rpm
Torque: 17,5 kgfm a 1.500 rpm
Câmbio: automática de 6 marchas
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Suspensão dianteira: McPherson
Suspensão traseira: eixo de torção
Freios dianteiros: discos ventilados com ABS e EBD
Freios traseiros: discos sólidos com ABS e EBD
Pneus e rodas: 205/50 R17, liga leve 17 polegadas
Dimensões: 4,13 metros de comprimento/ 1,78 m de largura/ 1,50 m de altura/ 2,58 m de entre-eixos
Peso em ordem de marcha: 1.205 kg
Volume da porta-malas: 346 litros
Capacidade de carga: 435 kg
Volume do tanque de combustível: 50 litros

Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,7 segundos
Velocidade máxima: 184 km/h 

Consumo Inmetro

Ciclo urbano: 8,8 km/l/12,6 km/l (etanol/gasolina)
Ciclo estrada: 10,1 km/l/14,3 km/l (etanol/gasolina)

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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