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Anfavea quer limitar importação de carros chineses com cotas e impostos extras

Entidade apresentou três propostas ao governo federal, incluindo uma sobretaxa para empresas sem produção no Brasil e limite de até 90 mil veículos chineses por ano

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Navio BYD
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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou ao governo federal um pacote de medidas para conter o avanço dos carros importados, principalmente os de origem chinesa. Entre as propostas estão a criação de impostos adicionais, salvaguardas comerciais e cotas para limitar a quantidade de veículos que entram no Brasil.

As medidas foram apresentadas pelo presidente da entidade, Igor Calvet, ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. A reunião ocorreu em Brasília-DF, com a participação de outros 13 representantes de montadoras associadas.

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A movimentação acontece em meio ao crescimento das importações. Entre janeiro e setembro de 2026, a entrada de veículos chineses no Brasil aumentou 106,4% na comparação com o mesmo período de 2025, chegando a quase 255 mil unidades prontas. Além disso, mais de 100 mil veículos chegaram ao país na forma de kits desmontados.

Anfavea propõe sobretaxa para carros importados

Uma das medidas apresentadas prevê a adoção de salvaguardas comerciais temporárias, com cobrança de uma tarifa adicional sobre veículos importados por empresas que não possuem fábricas ou linhas de montagem no Brasil.

A proposta, porém, prevê exceções para montadoras que já produzem no país e importam determinados modelos apenas para complementar seus portfólios. Também ficariam de fora os veículos enviados em kits CKD e SKD, utilizados em operações de montagem local.

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Outra iniciativa é a criação da CIDE Automotiva, uma contribuição que seria instituída por meio de projeto de lei e incidiria sobre o valor dos veículos importados. O novo tributo seria cobrado adicionalmente ao Imposto de Importação, atualmente em 35%.

A Anfavea ainda não definiu qual seria a alíquota dessa cobrança. Segundo a entidade, o percentual dependerá de estudos para avaliar as diferenças de competitividade entre veículos nacionais e importados. A contribuição também poderia alcançar autopeças e componentes.

Cotas podem limitar entrada de carros chineses

A proposta mais restritiva prevê estabelecer um limite anual para a importação de veículos chineses equivalente a 2,5% a 3% do mercado brasileiro. Na prática, isso representaria entre 75 mil e 90 mil unidades por ano.

O volume é significativamente inferior ao registrado atualmente. Somente nos primeiros nove meses de 2026, quase 255 mil veículos prontos de marcas chinesas foram importados pelo Brasil, sem contar os modelos enviados desmontados.

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A ideia tem como referência medidas adotadas pela União Europeia, que também estabeleceu limites para a entrada de veículos chineses.

As propostas foram encaminhadas às equipes técnicas e jurídicas do governo federal, que deverão avaliar a viabilidade das medidas. A expectativa da Anfavea é avançar nas discussões após a realização do Salão Internacional no Transporte Rodoviário de Carga (Fenatran), entre os dias 9 e 13 de novembro.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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