BYD lança elétrico menor que o Dolphin Mini por R$ 69 mil
Subcompacto exclusivo para o mercado japonês pode rodar até 320 km por recarga

A BYD lançou no Japão um compacto elétrico ainda menor que o Dolphin Mini. Batizado de Racco, o modelo foi desenvolvido exclusivamente para o mercado japonês e segue as regras dos chamados kei cars, categoria de microcarros que domina as vendas naquele país.
O BYD Racco mede apenas 3,39 metros de comprimento, 1,47 m de largura e 1,80 m de altura. Como comparação, a novidade é 38,5 centímetros mais curto que o Dolphin Mini, que mede 3,78 m. A carroceria estreita e alta característica dos kei cars visa o melhor aproveitamento de espaço da cabine para quatro ocupantes. O porta-malas tem 280 litros de capacidade.

Com preço inicial de 2,145 milhões de ienes, o modelo custa o que equivalente a aproximadamente R$ 69 mil em conversão direta.
O BYD Racco é equipado com motor elétrico dianteiro, que desenvolve 63 cv de potência e 16,3 kgfm de torque. A BYD oferece duas opções de bateria: 22,4 kWh, com autonomia de 210 km e 35,84 kWh e 320 km de alcance, segundo o ciclo WLTC.

A recarga rápida pode ser feita em corrente contínua (DC) chega a 35,8 kW na versão com bateria de 22,4 kWh e a 49,7 kW nas configurações com 35,84 kWh. Como os demais carros da BYD, o Racco pode ser utilizado como fonte de energia para equipamentos elétricos.
Apesar das dimensões reduzidas e do posicionamento de entrada, o Racco traz uma lista considerável de equipamentos. Dependendo da versão, há porta lateral corrediça elétrica com abertura por movimento dos pés, chave digital por NFC e sistema de pré-aquecimento da bateria.

O pacote também pode incluir central multimídia de 10,1 polegadas, bancos dianteiros e volante aquecidos, seis airbags, monitoramento da pressão dos pneus e banco do motorista com ajustes elétricos em seis posições. Até um porta-copos com aquecimento está disponível no modelo.
BYD quer enfrentar gigantes japonesas
A escolha da BYD pelo segmento de kei cars não é por acaso. A categoria é uma das mais importantes do mercado japonês e tradicionalmente é dominada por fabricantes locais como Honda, Suzuki, Nissan e Daihatsu.
Os modelos da Honda, por exemplo, foram os carros mais vendidos do Japão no primeiro trimestre de 2026, com mais de 56 mil unidades comercializadas no período.

Para desenvolver o Racco, a BYD chegou a contratar um ex-executivo da Nissan especializado em kei cars. A estratégia parece começar a dar resultado: o modelo já acumulava 1.002 pedidos duas semanas após o lançamento, segundo dados divulgados pela imprensa japonesa. A meta da fabricante é chegar a 10 mil reservas até o fim de 2026.
O desafio da BYD, porém, é grande. Em julho, a fabricante entregou apenas 383 veículos no Japão, mostrando o tamanho da missão de conquistar espaço em um mercado historicamente difícil para marcas estrangeiras — especialmente as chinesas.
Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.



