Tilápia do Vietnã dispara 30% em SP e acende sinal de alerta na piscicultura
Lideranças do setor alertam que explosão na entrada do peixe asiático ameaça a competitividade e a sustentabilidade dos produtores

O forte crescimento na entrada de peixes estrangeiros no mercado paulista acendeu o sinal de alerta na piscicultura nacional. Lideranças do setor reuniram-se com o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita, para cobrar medidas de proteção diante da explosão das importações de filé de tilápia vindas do Vietnã.
Apesar de ser o segundo maior produtor nacional de tilápia, o estado de São Paulo ocupa o posto de maior importador brasileiro do peixe do Vietnã. O avanço do pescado vietnamita impressiona: apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o volume importado já equivale a cerca de 30% de toda a produção paulista de tilápia registrada no mesmo período.
O encontro com a equipe econômica do governo paulista foi articulado pelo deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) e contou com a participação do presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, além dos produtores e associados Nelson Cury, Alexandre Vasto, Hugo Beretta e Mauro Nakata.
Governo promete avaliar medidas fiscais
Durante a audiência, a comitiva de piscicultores detalhou os impactos que a concorrência — considerada desproporcional pelo setor — tem causado nos preços e na sustentabilidade das fazendas de peixe locais. A tilápia é a principal espécie cultivada no estado, movimentando uma extensa cadeia de empregos, rações e logística.
Em resposta às demandas, o secretário Samuel Kinoshita e seus técnicos reforçaram que o governo estadual vai analisar todos os cenários possíveis. O compromisso da pasta agora é avaliar mecanismos e medidas viáveis para mitigar os impactos econômicos e resguardar a competitividade do setor produtivo paulista.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



