A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo
Segundo a associação, o Plano Safra preocupa por causa da baixa efetividade dos recursos destinados, uma vez que, historicamente, apenas 50% dos valores anunciados são efetivamente aplicados. Além disso, grande parte concentrada em grandes empresas cerealistas e tradings, e pouco acesso aos médios e pequenos produtores.
Ainda de acordo com a associação, se todo o montante previsto de R$8,2 bilhões para o PCA fosse efetivado, seria possível começar a reduzir o déficit de armazenagem, que continua sendo um dos principais entraves para a competitividade do milho brasileiro, sobretudo na segunda safra, período em que os silos permanecem ocupados com soja. Essa limitação provoca gargalos logísticos, perdas de qualidade do grão e impactos nos preços, especialmente em momentos de excesso de oferta.
Outro ponto que preocupa a Abramilho é a indefinição sobre as mudanças no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Além de não haver definição sobre as alterações nas regras, ainda não se sabe qual será o volume de recursos destinado ao programa. De acordo com a associação, o milho, por estar mais exposto a riscos climáticos do que outras culturas, depende de políticas eficazes de seguro agrícola para garantir segurança ao produtor e viabilizar investimentos, sobretudo em regiões de maior risco climático.