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Petrobras aprova US$ 1 bilhão para concluir fábrica de fertilizantes no MS

Unidade de Três Lagoas é vista como a peça-chave para a segurança do abastecimento nacional

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Petrobras aprova US$ 1 bilhão para concluir fábrica de fertilizantes no MS
Início das operações comerciais da unidade está previsto para 2029 • Mauricio Hallberg Teixeira

Em um movimento estratégico para reduzir a dependência externa do agronegócio brasileiro, a Petrobras aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III). A decisão, aprovada pelo Conselho de Administração nesta segunda-feira (13), prevê um investimento de US$ 1 bilhão para concluir a planta, que estava paralisada desde 2015.

A expectativa é que as obras voltem ainda no primeiro semestre deste ano, com geração de cerca de 8 mil empregos diretos. Com o cronograma atualizado, as operações comerciais devem ter início em 2029, reforçando o Plano de Negócios 2026-2030 da estatal.

A unidade de Três Lagoas é vista como a peça-chave para a segurança do abastecimento nacional. Atualmente, o Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano e depende fortemente de importações.

“Ao retomar os investimentos nesse segmento, fortalecemos a integração com o agronegócio e contribuímos para reduzir a dependência do país”, afirmou William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras. Ele destaca que a localização é um diferencial competitivo imbatível, estando próxima aos maiores polos consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Viabilidade econômica e tecnologia

Para garantir que o projeto não sofra novas interrupções, a Petrobras submeteu a UFN III a uma reavaliação rigorosa. Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, o ativo apresentou Valor Presente Líquido (VPL) positivo, atestando sua lucratividade em diversos cenários econômicos. “Trata-se de um projeto tecnicamente robusto, economicamente viável e plenamente aderente às diretrizes de governança da companhia”, reforçou Baruzzi.

Ureia e Amônia

Quando estiver em plena operação, a UFN III terá grande capacidade voltada principalmente para culturas como milho, cana-de-açúcar e café:

  • Ureia: 3.600 toneladas/dia (o fertilizante nitrogenado mais usado no país).
  • Amônia: 2.200 toneladas/dia (matéria-prima essencial para fertilizantes e a indústria petroquímica).

A planta incorpora tecnologias de última geração que prometem altos índices de eficiência industrial, otimizando o uso do gás natural e garantindo a competitividade do produto nacional frente ao importado. Para o Mato Grosso do Sul, a notícia marca o fim de uma espera de quase uma década. Além dos empregos na construção, a unidade deve atrair novas indústrias de apoio e serviços.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde