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Exportações de cachaça brasileira crescem 19% e rendem US$ 17 milhões em 76 países

Mercado internacional reage à valorização dos destilados autênticos; EUA lideram em faturamento e Paraguai em volume

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Exportações de cachaça brasileira crescem 19% e rendem US$ 17 milhões em 76 países
Cachaça manteve uma ampla presença global e grande diversificação de mercados • Canva/ Reprodução

Com US$ 17,07 milhões faturados no exterior, as exportações de cachaça brasileira voltaram a crescer com força em 2025. De acordo com o Anuário da Cachaça 2026, os embarques somaram 7,96 milhões de litros, uma alta de 19,4% em volume em relação ao ano anterior, refletindo a maior demanda global por destilados autênticos de alta qualidade. O resultado gerou um faturamento de US$ 17,07 milhões, alta de 17,4% ante o período anterior. 

A cachaça manteve uma ampla presença global e grande diversificação de mercados compradores. Em 2025, o produto brasileiro foi comercializado com 76 países, igualando os recordes históricos de abrangência internacional registrados nos anos de 2022 e 2023. O destilado nacional chegou a mercados consolidados e emergentes em todos os continentes, demonstrando a versatilidade de sua inserção, tanto para a coquetelaria global, impulsionada pela caipirinha, quanto para a apreciação pura de rótulos envelhecidos em madeiras nobres brasileiras.

Análise dos principais mercados compradores

No ranking dos principais destinos da cachaça, os Estados Unidos mantiveram com folga a liderança absoluta em faturamento, sendo responsáveis pela compra de US$ 4,12 milhões, o equivalente a 24,1% do total arrecadado pelas exportações do setor em 2025. O mercado norte-americano destaca-se pelo consumo de cachaças de maior valor agregado e por uma forte presença na gastronomia e mixologia das grandes metrópoles.

Por outro lado, no critério de volume em litros, o Paraguai ocupou a primeira posição no ranking global, importando 1,34 milhão de litros (16,9% de todo o volume exportado pelo Brasil), seguido de perto por Alemanha, Estados Unidos, Cuba e Portugal. Em relação ao preço médio praticado, a média global ficou fixada em US$ 2,15 por litro, apresentando uma leve oscilação de -1,4% perante 2024. No entanto, o Anuário destaca casos atípicos de valorização extrema, como o da Romênia, que apresentou um valor médio de US$ 432,42 por litro em decorrência do envio de lotes superprêmio altamente exclusivos e edições comemorativas limitadas.

Apesar da recuperação de quase 20% no volume, as exportações ainda representam menos de 3,5% do volume total de cachaça produzido no Brasil. Comparada a outros destilados de Indicação Geográfica global, como a Tequila mexicana ou o Whisky escocês, a cachaça possui imenso espaço a conquistar nas prateleiras mundiais.

A avaliação do setor sobre o comércio exterior permanece cautelosa. Lideranças da indústria apontam que a cachaça ainda padece de um déficit de reconhecimento de marca em mercados chave. O IBRAC e órgãos de fomento continuam defendendo a intensificação de parcerias público-privadas para a promoção comercial no exterior, a ampliação do reconhecimento da cachaça como produto exclusivo do Brasil em acordos internacionais e o combate a barreiras tarifárias e não-tarifárias que desestimulam pequenos exportadores.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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