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Oferta recorde de frango e concorrência com suínos pressionam preços, aponta Cepea

Com 2,25 milhões de toneladas ofertadas no 2º trimestre, volume é o maior desde o fim de 2025

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Custos de produção de frangos e suínos sobem em julho nos principais estados produtores
Canva/ Reprodução

A oferta de carne de frango no mercado brasileiro voltou a atingir patamares elevados no segundo trimestre de 2026. Segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), entre abril e junho, a disponibilidade doméstica da proteína somou 2,25 milhões de toneladas, o maior volume registrado desde o quarto trimestre de 2025.

O movimento de alta na oferta interna contrasta com a dinâmica observada nos trimestres centrais de 2025. Naquele período, o setor enfrentou forte retenção de estoque no mercado nacional devido às restrições temporárias impostas às exportações, decorrentes do caso isolado de Influenza Aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.

Preços em queda e competição com a proteína suína

Com a carne abundante no mercado interno neste ano, os pesquisadores do Cepea apontam que as cotações do frango seguem em trajetória de queda. O cenário é agravado pela perda de competitividade frente a uma substituta direta na mesa do consumidor: a carne suína, que opera atualmente em patamares historicamente baixos de preço.

Essa diferença estreita de valores entre as duas proteínas tem freado a liquidez das vendas do setor avícola no comércio doméstico.

Perspectivas para o final do ano

Para os próximos meses, o Cepea projeta a manutenção de um ritmo acelerado de produção nas granjas brasileiras. Contudo, o comportamento da demanda no encerramento de 2026 traz desafios adicionais para os avicultores.

Com a aproximação das festas de fim de ano, os cortes tradicionais de frango costumam perder espaço no consumo das famílias brasileiras para as aves natalinas e para os assados suínos, o que pode resultar em um enfraquecimento ainda maior da procura pela proteína avícola no período.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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