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Carne suína ganha competitividade frente ao frango e perde para o boi

Queda mais intensa nos preços da carne bovina reduziu a competitividade da proteína suína, aponta Cepea

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Porcos em um chiqueiro, representando a produção de suínos para abastecimento do mercado brasileiro.
Excesso de oferta no atacado paulista pressionou os preços da carne suína em julho • Pexels

A carne suína ganhou competitividade em relação ao frango, mas perdeu espaço frente à carne bovina na parcial de julho, até o dia 28. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações das carnes suína e bovina recuaram em relação à média de junho, com queda mais intensa para a proteína bovina. Já o preço do frango resfriado permaneceu praticamente estável no mesmo período.

De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, a pressão sobre os preços da carcaça especial suína esteve relacionada ao excesso de oferta em relação à demanda no atacado da Grande São Paulo. O cenário foi intensificado pela entrada de produtos da Região Sul, principal polo produtor do país, no mercado paulista.

Nesse contexto, a carcaça especial suína foi negociada em julho a R$ 1,58/kg acima do frango inteiro resfriado, diferença 7,84% inferior à registrada em junho, indicando aumento da competitividade da carne suína frente à proteína avícola.

Em relação à carcaça casada bovina, a diferença foi de R$ 15,17/kg na parcial do mês, redução de 5,22%. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento evidencia a perda de competitividade da carne suína em relação à bovina.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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