Mercado de arroz no RS segue lento à espera de novos leilões oficiais

Produtores aguardam medidas do governo, enquanto exportações oferecem preços mais atrativos que o mercado interno

Pesquisadores indicam comportamento distinto entre os compradores, diante da oferta restrita

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul seguiu lento na última semana, com negociações pontuais e oscilação de preços entre as microrregiões. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), produtores, no geral, aguardam novas intervenções governamentais, na esperança de que os leilões movimentem o mercado.

Entre os poucos que estiveram ativos, o intuito foi comercializar o cereal para atender aos lotes arrematados nos leilões de PEP (Prêmio para Escoamento de Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural), realizados na semana do Natal. Ao mesmo tempo, seguiram as negociações de exportação, cujos preços se mostram mais atrativos do que os das vendas domésticas.

Do lado da demanda, pesquisadores indicam comportamento distinto entre os compradores, diante da oferta restrita. Enquanto alguns dispuseram a pagar valores ligeiramente superiores para repor estoques, outros optaram por uma postura mais cautelosa, aguardando definições do mercado. Em determinadas situações, houve inclusive reajustes negativos nas ofertas, sob o argumento de dificuldade no repasse dos custos do produto beneficiado, cujas cotações seguem pressionadas.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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