O prazo para os citricultores enviarem o Relatório do
Também conhecida como Huanglongbing (HLB), a praga do Greening é considerada a doença mais severa da citricultura mundial, sem cura conhecida. “Monitorar o Greening é a principal estratégia para proteger a citricultura mineira”, afirmou o gerente de defesa sanitária vegetal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Leonardo do Carmo.
Transmitido pelo inseto psilídeo (Diaphorina citri), o Greening compromete a produção, reduz a qualidade dos frutos e pode levar à morte das plantas. Segundo Leonardo do Carmo, um dos maiores desafios é a demora de até dois anos para os sintomas se manifestarem, tornando o monitoramento contínuo ainda mais estratégico.
Envio é obrigatório
O envio do documento é obrigatório, previsto em normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Portaria do IMA e deve ser preenchido com base em vistoria realizada por engenheiro agrônomo habilitado no curso de Certificação Fitossanitária de Origem (CFO), oferecido pelo IMA. Desde a detecção dos primeiros focos da doença em Minas Gerais, há cerca de 20 anos, o IMA realiza ações contínuas de prevenção e controle do Greening.
Minas é destaque nacional
Segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) de 2025, Minas Gerais se destaca na citricultura nacional, ocupando o 2º lugar na produção de laranja, de limão e de tangerina. São produzidas quase 1,1 bilhão de toneladas de laranja em 375 municípios e cerca de 96,5 milhões de toneladas de limão em 238 municípios. A produção de tangerina também é expressiva, somando aproximadamente 284,6 mil toneladas, distribuídas por 320 municípios do estado.
Em 2024, Minas Gerais arrecadou mais de US$ 195 milhões com a exportação de limão, com destaque para mercados como Reino Unido, Espanha e Alemanha. No mesmo período, as exportações de laranja superaram US$ 3 milhões, evidenciando que o controle do Greening é peça fundamental para que a produção mantenha o acesso aos mercados internacionais.