Exportações e oferta ajustada sustentam mercado do boi em 2026
Demanda externa aquecida e disponibilidade controlada de animais terminados mantiveram preços firmes nos sete primeiros meses do ano

Os mercados do boi gordo e da carne bovina apresentaram relativa firmeza nos sete primeiros meses de 2026. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as exportações aquecidas, a oferta relativamente ajustada de animais terminados e a valorização da reposição sustentaram os preços, mesmo com o consumo doméstico moderado.
De acordo com o Centro de Pesquisas, o câmbio em patamar favorável reforçou a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional. Já a demanda externa ajudou a compensar a fragilidade do consumo interno, ainda limitada pelo poder de compra das famílias. Apesar disso, o mercado do boi gordo alternou períodos de maior pressão da oferta com fases de recuperação das cotações.
Pesquisadores do Cepea destacam que, no primeiro trimestre, o setor ainda refletiu os efeitos do elevado abate de fêmeas observado nos anos anteriores, reduzindo a disponibilidade de animais para reposição e favorecendo a valorização dessa categoria. Já no segundo trimestre, a entrada de animais de pasto ampliou a oferta em algumas regiões. Mesmo assim, as escalas de abate dos frigoríficos permaneceram relativamente ajustadas, limitando quedas mais acentuadas nos preços do boi gordo.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



