O Sul do Brasil foi impactado positivamente pelo uso de uma espécie de
O estudo indica que, enquanto outras espécies de eucalipto rendem cerca de 30 a 35,3 metros cúbicos de madeira por hectare ao ano, o E. benthamii atinge 43 m³/ha/ano. Este desempenho representa um ganho de produtividade de cerca de 30% em relação às demais espécies usadas em regiões frias, sendo um dos maiores motivos de seu impacto na economia.
A tecnologia beneficia empresas florestais, cooperativas agrícolas e produtores rurais de diferentes portes, servindo como alternativa de diversificação de renda e agregação de valor, inclusive em sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O cultivo também contribui ambientalmente para reduzir a pressão sobre florestas nativas, sequestrar carbono e pode ser usado na recuperação de áreas degradadas.
Apesar das vantagens, a madeira ainda é predominantemente usada para energia, havendo potencial para desenvolvimento de usos múltiplos, como serraria. A adoção da tecnologia, iniciada em 1999, representa uma alternativa viável para a produção florestal sustentável em regiões frias do Brasil.
Segundo Emiliano Santarosa, supervisor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia da Embrapa Florestas e um dos responsáveis pela análise, “atualmente o E. benthammii é o material genético de eucalipto com maior tolerância às geadas, sendo uma alternativa para produção de madeira em regiões com clima frio. Além do material genético, é importante destacar que a qualidade das mudas e os fatores associados ao planejamento e ao manejo florestal são essenciais para garantir a produtividade de madeira. Em plantios florestais puros ou em sistemas integrados de produção, como o sistema ILPF, o E.c pode ser uma alternativa para os produtores”.