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EUA poupam filé fresco de tilápia brasileiro de taxa de 25%; veja o que muda

Decisão de manter filé fresco e peixe inteiro livres de tarifa de 25% garante segurança jurídica e competitividade aos exportadores brasileiros

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EUA poupam filé fresco de tilápia brasileiro de taxa de 25%; veja o que muda
Canva/ Reprodução

O governo dos Estados Unidos decidiu manter os principais produtos de tilápia exportados pelo Brasil fora da sobretaxa de 25% prevista na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

A medida, que entra em vigor no dia 22 de julho de 2026, foi recebida com alívio pelo setor da psicultura nacional. Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), a decisão preserva a competitividade do filé fresco, a grande estrela da pauta de exportações de pescado do país.

O que muda nas regras de exportação para os EUA?

A nova normativa americana dividiu os produtos de tilápia entre os que ganharam isenção e os que serão taxados:

  • Ficam isentos (sem taxa de 25%): o filé fresco de tilápia e a tilápia inteira (seja congelada ou resfriada).
  • Será sobretaxado (tarifa de 25%): apenas o filé de tilápia congelado ficou de fora da lista de exceções e sofrerá a taxação.

Na avaliação da PEIXE BR, o impacto negativo da taxa sobre o filé congelado é amplamente compensado pela blindagem do filé fresco. É este produto que concentra o maior volume e faturamento das vendas brasileiras para o mercado norte-americano, impulsionado pela agilidade logística e pelo alto padrão de qualidade do peixe nacional.

Vitória garante previsibilidade e segurança jurídica

Para o presidente-executivo da PEIXE BR, Francisco Medeiros, o anúncio funciona como um selo de confiança para o produtor brasileiro. "Esta decisão é uma grande vitória para a tilapicultura brasileira. A manutenção do filé fresco fora da sobretaxa preserva a competitividade do produto e reforça o reconhecimento da qualidade da tilápia produzida no Brasil", destacou Medeiros.

O executivo aponta que o principal ganho para as empresas agora é a previsibilidade gerada pela segurança jurídica, permitindo que os exportadores planejem contratos de longo prazo sem o fantasma de uma tributação punitiva. Esse cenário estável cria um ambiente de negócios altamente favorável para o setor, no qual, com os custos protegidos, o Brasil ganha o fôlego necessário para expandir suas operações e conquistar uma fatia ainda maior do mercado consumidor americano.

A conquista, segundo a entidade, é fruto de uma articulação direta entre as empresas brasileiras e os importadores parceiros nos Estados Unidos, que defenderam a importância do abastecimento brasileiro para o varejo e para o setor de restaurantes daquele país.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.