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EUA isentam café brasileiro, incluindo solúvel, de taxa de 25%; setor segue em alerta

Articulação conjunta entre Abic, Abics e Cecafé garante exclusão do grão e de industrializados de tarifaço nos EUA; nova investigação do USTR ameaça taxação de 12,5%

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Café mais barato: safra recorde promete nova queda no preço, afirmam ABIC e Sindicafé-MG
A grande surpresa foi a ampliação da lista de exceções, que passou a blindar também o café solúvel não aromatizado brasileiro • Foto: Ricardo Rossi

Em uma ação conjunta as principais entidades do setor cafeeiro do Brasil conseguiram blindar o produto brasileiro do "tarifaço" de 25% anunciado pelo governo dos Estados Unidos.

Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira (16), a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) celebraram a decisão do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que excluiu todos os tipos de café do Brasil da lista de sobretaxas.

Dupla vitória e inclusão do café solúvel

A decisão do órgão norte-americano, publicada na noite de ontem (15), foi recebida como uma vitória histórica pelo setor. A exclusão das tarifas é fruto de uma defesa técnica realizada pelas entidades brasileiras em parceria com a National Coffee Association (NCA), dos EUA, e com o apoio direto de importadores americanos.

O trabalho conjunto garantiu duas conquistas fundamentais nas audiências públicas da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, ocorridas em 6 e 7 de julho:

  • Manutenção das exceções: os cafés verde e industrializados do Brasil, que já haviam sido sugeridos para exclusão, continuam livres de taxas.
  • Inclusão do café solúvel: a grande surpresa foi a ampliação da lista de exceções, que passou a blindar também o café solúvel não aromatizado brasileiro — inicialmente ameaçado pela sobretaxa de 25%.

"Essa decisão protege exportações brasileiras de café que somam entre US$ 2,0 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano para os EUA, maior importador mundial do nosso produto. Isso reforça a força do Brasil como parceiro insubstituível dos norte-americanos", destacaram as entidades em nota conjunta.

Alerta ligado: segunda investigação do USTR está em curso

Apesar do clima de celebração, a diplomacia do café brasileiro mantém o sinal de alerta ligado. Abic, Abics e Cecafé ponderam que as exportações ainda não estão totalmente fora de perigo.

Existe uma segunda investigação em andamento pelo USTR, também sob o guarda-chuva da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Este novo processo analisa a possibilidade de aplicação de uma tarifa de 12,5% sobre o café brasileiro.

As entidades garantem que o trabalho de articulação não vai parar. O grupo afirmou que seguirá em "permanente trabalho de representação" nos Estados Unidos e na Europa para defender a sustentabilidade, a qualidade e a competitividade do grão nacional, assegurando que o café brasileiro continue chegando às xícaras americanas sem barreiras alfandegárias.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.