O ambiente produtivo da horticultura brasileira em 2026 será invertido com a transição de um
A publicação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apresenta projeções de temperaturas médias mais elevadas ao longo do ano e mudanças no regime de chuvas a partir do inverno, com efeitos diferenciados dentre as regiões do país. Esse comportamento reforça que os impactos do El Niño variam conforme a cultura, a região e o sistema produtivo, não havendo um efeito climático único sobre frutas e hortaliças.
Pesquisadores da Hortifruti Brasil indicam que, na prática, as altas temperaturas tendem a intensificar problemas fitossanitários, acelerar ciclos e comprometer a qualidade, especialmente quando associadas ao excesso de umidade. Em áreas com menor disponibilidade hídrica, o custo e a viabilidade da irrigação tornam-se fatores centrais para a manutenção da produção.
Além disso, a experiência recente mostra que ganhos de produtividade não se traduzem automaticamente em melhores margens: aumentos de oferta, perdas de qualidade e maior pressão sobre os custos podem pressionar a rentabilidade do produtor, como evidenciado ao longo de 2025.
Diante desse contexto, o monitoramento climático contínuo, o manejo mais preciso, o escalonamento de plantios e a avaliação criteriosa de riscos serão determinantes para preservar produtividade, qualidade e rentabilidade na horticultura brasileira em 2026.