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Efeitos climáticos devem reduzir em 24% a safra da laranja em todo o país

Especialista diz que frutas também deverão perder um pouco em termos de sabor e quantidade de suco

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Pés de laranja sentiram o calor e o baixo regime de chuvas • Divulgação MAPA

Tomando como base a 'lei da oferta e da procura', é bem provável que a gente tenha que pagar mais caro pela laranja nos próximos meses. É que a safra 2024/2025 deverá sofrer uma queda de cerca de 24% e, a gente já sabe, menor oferta implica em alta de preços nas gôndolas dos sacolões e supermercados. A informação de quebra de safra é do coordenador de Pesquisa de Estimava de Safra do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Vinícius Trombin. De acordo com ele, a redução na produção se deu em função das condições climáticas adversas no ano passado, justamente no período de florescimento e no pós-florescimento.

“Na época em que as frutinhas estavam se desenvolvendo, aconteceram três ondas de calor muito intensas e abrangentes. Com exceção da região de Itapetininga, todo o cinturão citrícola sofreu com altas temperaturas e baixo volume de chuvas. As frutas que estavam se desenvolvendo, não resistiram e uma grande parte delas caiu, resultando num menor número de frutas, por árvore”, explicou.

Trombin disse que também houve baixo volume de chuvas nesse início de safra e a continuidade das altas temperaturas. E a previsão climática é que esse padrão se mantenha até, pelo menos, setembro.

“Essa condição, abaixo da média histórica, já está contemplada na nossa estimativa de produção: teremos uma redução de 24% na safra, com um menor número de frutos que não vão se desenvolver com todo seu potencial de suco e sabor, em função restrição hídrica.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais 'Hoje em Dia' e 'O Tempo' e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.