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Combate a 'Mosca-das-frutas' une defesas agropecuárias da Bahia e Rio Grande do Norte

Intercâmbio entre as agências visa um melhor monitoramento, vigilância e controle da Anastrepha Grandis

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'Mosca-das-Frutas'
Praga ataca os cultivos de melão, melancia, abóbora e pepino • Divulgação/ ADAB

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) realizou uma missão técnica no estado do Rio Grande do Norte visando fortalecer o sistema de defesa fitossanitária estadual e transmitir segurança ao setor produtivo, ao mercado e à sociedade. O intercâmbio entre as agências de defesa agropecuária dos estados visa um melhor monitoramento, vigilância e controle da Anastrepha Grandis, uma espécie de mosca-das-frutas.

A praga ataca os cultivos de melão, melancia, abóbora e pepino, restringindo a exportação dessas olerícolas para a maioria dos países, como: Argentina, Uruguai, Chile e EUA, que impõem restrições fitossanitárias na importação de frutos frescos destas cucurbitáceas do Brasil.

“A expectativa é obter o reconhecimento e certificação que permitirão a comercialização dos produtos baianos. Para isso, precisamos, inicialmente, desenvolver o Sistema de Mitigação de Risco nas culturas da melancia e da abóbora, no município de Ibirapuã, localizado no Território de Identidade Extremo Sul, onde já há a intenção de empreendimentos exportarem para a Argentina. O passo seguinte será a adesão dos outros municípios a esse Sistema”, explica o coordenador do Projeto Fitossanitário de Controle das Mosca-das-Frutas, da Adab, Weber Aguiar.

O Sistema é uma opção de manejo de risco de pragas que viabiliza a consolidação e abertura de parcerias comerciais. De acordo com a legislação em vigor, caberá à ADAB elaborar e encaminhar projeto, solicitando o reconhecimento do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) de Anastrepha grandis, à Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (SFA - BA/MAPA), que formalizará o processo.

O diretor de Defesa Sanitária Vegetal da ADAB, Vinícios Videira, reforçou a importância do intercâmbio entre os estados.

Passo a passo

Videira explica que o produtor de cucurbitáceas (melão, melancia, abóbora e pepino), interessado em exportar seus produtos, precisa formalizar à ADAB o interesse em aderir ao SMR.

“Após a adesão, a agência elabora e encaminha projeto, solicitando o reconhecimento do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) de Anastrepha grandis, à SFA-BA/MAPA. Em seguida, a ADAB realiza o monitoramento da praga pelo período ininterrupto de seis meses e, ao final, encaminha relatório à SFA-BA/MAPA que, após análise e parecer, realiza auditoria e reconhecimento oficial, caso sejam atendidas as exigências, e dá ampla divulgação”, esclarece.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.